Formas de irse de casa: El tiempo propio de Romina Paula

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Fecha
05/2024
Editorial
Universidad de los Andes. Facultad de Artes y Humanidades
Revista
Perífrasis
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ISSN
2145-8987
eISSN
2145-9045
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Idioma
Español
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Resumen
Este trabajo se centra en la obra de Romina Paula, en el modo en el que en su producción literaria, teatral y cinematográfica se compone una experiencia temporal a la vez intempestiva e íntima que difiere de la lógica 24/7 de hoy. Mi hipótesis, motivada por el doble interés de explorar, por un lado, cómo se cuenta el presente en la narrativa argentina contemporánea y, por otro, qué salidas ficcionales se proponen para sortear los imperativos aceleracioncitas, sostiene que la obra de Paula, concebida como un verdadero espacio de experimentación con el tiempo, ensaya una alternativa —una solución práctica y terapéutica—, haciendo que sus personajes huyan de su casa. Antes que celebrar que el mundo se haya vuelto menos parsimonioso y más cortoplacista, las adultas de Paula, necesitadas de una pausa, escapan de sus domicilios fijos en busca de algo de tiempo propio.
This paper focuses on Romina Paula’s work, on how, within her literary, theatrical and cinematographic production, a temporal experience that is both untimely and intimate and that differs from the 24/7 logic is composed. My hypothesis, motivated by the double interest of exploring, on the one hand, how the present is being narrated in contemporary Argentine narrative and, on the other, what fictional outlets are being proposed to circumvent the accelerationist imperatives, argues that Paula’s work, conceived as a true space of experimentation with time, rehearses an alternative -a practical and therapeutic solution- by making her characters run away from home. Rather than celebrating that the world has become less slow and enduring, Paula’s women, in need of a break, escape from their fixed abodes in search of some time of their own.
Este artigo se concentra na obra de Romina Paula, na maneira como, em sua produção literária, teatral e cinematográfica, é construída uma experiência temporal que é ao mesmo tempo intempestiva e íntima e que difere da lógica 24/7. Minha hipótese, motivada pelo duplo interesse de explorar, por um lado, como o presente está sendo narrado na narrativa argentina contemporânea e, por outro, que saídas ficcionais estão sendo propostas para contornar os imperativos do aceleracionismo, argumenta que a obra de Paula, concebida como um verdadeiro espaço de experimentação com o tempo, ensaia uma alternativa - uma solução prática e terapêutica - ao fazer seus personagens fugirem de casa. Em vez de comemorar o fato de o mundo ter se tornado menos lento e duradouro, as mulheres de Paula, que precisam de uma pausa, fogem de suas moradas fixas em busca de um tempo próprio.
This paper focuses on Romina Paula’s work, on how, within her literary, theatrical and cinematographic production, a temporal experience that is both untimely and intimate and that differs from the 24/7 logic is composed. My hypothesis, motivated by the double interest of exploring, on the one hand, how the present is being narrated in contemporary Argentine narrative and, on the other, what fictional outlets are being proposed to circumvent the accelerationist imperatives, argues that Paula’s work, conceived as a true space of experimentation with time, rehearses an alternative -a practical and therapeutic solution- by making her characters run away from home. Rather than celebrating that the world has become less slow and enduring, Paula’s women, in need of a break, escape from their fixed abodes in search of some time of their own.
Este artigo se concentra na obra de Romina Paula, na maneira como, em sua produção literária, teatral e cinematográfica, é construída uma experiência temporal que é ao mesmo tempo intempestiva e íntima e que difere da lógica 24/7. Minha hipótese, motivada pelo duplo interesse de explorar, por um lado, como o presente está sendo narrado na narrativa argentina contemporânea e, por outro, que saídas ficcionais estão sendo propostas para contornar os imperativos do aceleracionismo, argumenta que a obra de Paula, concebida como um verdadeiro espaço de experimentação com o tempo, ensaia uma alternativa - uma solução prática e terapêutica - ao fazer seus personagens fugirem de casa. Em vez de comemorar o fato de o mundo ter se tornado menos lento e duradouro, as mulheres de Paula, que precisam de uma pausa, fogem de suas moradas fixas em busca de um tempo próprio.
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