Politizar el recuerdo: La experiencia de perder un hijo por “gatillo fácil” en Córdoba, Argentina

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Fecha
10/2022
Editorial
Pontifícia Universidade Católica de São Paulo. Programa de Estudos Pós Graduados em Ciências Sociais
Revista
Ponto-e-Vírgula
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Institución organizadora
ISSN
1982-4807
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Idioma
Español
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Resumen
El propósito de este trabajo es dar cuenta del registro subjetivo de la experiencia de profundo dolor de madres de jóvenes asesinados por la policía de la Provincia de Córdoba (Argentina), mediante el análisis de entrevistas e intervenciones públicas de un grupo de mujeres que han padecido esta pérdida en condiciones extremas. Uno de los ejes que emergen de este estudio lo denomino politización del recuerdo: consiste en mantener viva la memoria de la vida del hijo-muerto, oponiendo una narrativa reivindicatoria frente a la construcción de la opinión pública, agenciada en particular por los medios hegemónicos, que los construyen como delincuentes merecedores de ese final y, por ende, justifican estas prácticas policiales. Este aspecto supone una lucha en el plano simbólico en términos de reconocimiento y respeto, con consecuencias en la dimensión jurídica, al constituirlo en un hecho judiciable.
A proposta deste trabalho é dar conta do registro subjetivo da experiência daprofunda dor das mães de jovens assassinados pela polícia na Província de Córdoba(Argentina), mediante a análise de entrevistas e intervenções públicas de um grupo de mulheres que sofreram essa perda em condições extremas. Um dos eixos que emergem desteestudoé a politização da memória: consiste em manter viva a memória da vida do filho-morto, contrapondo uma narrativa reivindicatória frente a construção da opinião pública, agenciada particularmente pelos meios hegemônicos, que os apontam como delinquentes merecedores desse final e, assim, justificam estas práticas policiais. Neste sentido,supõeuma luta no plano simbólico em termos de reconhecimento e respeito, com consequências na dimensão jurídicaaoconstituí-locomo fatojudiciável.
The purpose of this work is to account for the subjective record of the experience of deep pain of mothers of young people murdered by the police of the Province of Córdoba (Argentina), through the analysis of interviews and public interventions of a group of women who have suffered this loss in extreme conditions. One of the axes that emerged from this study I call the politicization of memory: it consists of keeping alive the memory of the life of the dead-child, opposing a vindictive narrative against the construction of public opinion, agency in particular by the hegemonic media, that construct them as criminals deserving of that end and, therefore, justify these police practices. This aspect supposes a struggle on the symbolic plane in terms of recognition and respect, with consequences in the legal dimension, by constituting it in a judicial fact.
A proposta deste trabalho é dar conta do registro subjetivo da experiência daprofunda dor das mães de jovens assassinados pela polícia na Província de Córdoba(Argentina), mediante a análise de entrevistas e intervenções públicas de um grupo de mulheres que sofreram essa perda em condições extremas. Um dos eixos que emergem desteestudoé a politização da memória: consiste em manter viva a memória da vida do filho-morto, contrapondo uma narrativa reivindicatória frente a construção da opinião pública, agenciada particularmente pelos meios hegemônicos, que os apontam como delinquentes merecedores desse final e, assim, justificam estas práticas policiais. Neste sentido,supõeuma luta no plano simbólico em termos de reconhecimento e respeito, com consequências na dimensão jurídicaaoconstituí-locomo fatojudiciável.
The purpose of this work is to account for the subjective record of the experience of deep pain of mothers of young people murdered by the police of the Province of Córdoba (Argentina), through the analysis of interviews and public interventions of a group of women who have suffered this loss in extreme conditions. One of the axes that emerged from this study I call the politicization of memory: it consists of keeping alive the memory of the life of the dead-child, opposing a vindictive narrative against the construction of public opinion, agency in particular by the hegemonic media, that construct them as criminals deserving of that end and, therefore, justify these police practices. This aspect supposes a struggle on the symbolic plane in terms of recognition and respect, with consequences in the legal dimension, by constituting it in a judicial fact.
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