1968 censurado: o directo e os meios alternativos

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Fecha
2019
Editorial
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Revista
Título del libro
1968: Perspectivas desde o Tempo Presente
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ISSN
eISSN
ISBN
978-65-86903-00-3
Idioma
Portugués
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Resumen
O artigo toma como eixo a distinção entre meios oficias e meios alternativos, censurados ou livres --diferença que ficou evidente durante os acontecimentos de 1968 em várias partes do mundo. Para tanto, descreve, primeiramente, o que era exatamente que se questionava dos meios de comunicação oficiais para tentar reconstruir, num segundo momento, o tipo de meios a que se recorreu em contraposição. Em terceiro lugar, me deterei em dois meios de comunicação em particular: o cinema e a televisão. Levando em conta que estes foram dois meios audiovisuais considerados ao início indissociáveis pelos "Estados Gerais do Cinema e da Televisão", considero mais produtiva a discussão de três tópicos centrais naquelas circunstâncias: legitimidade cultural, capacidade técnica de transmissão em directo e censura política. Trata-se de questões que foram fundamentais para o enfretamento entre os meios oficiais e os alternativos. Se os primeiros foram acusados de censura, pode-se dizer que esta recaiu particularmente sobre as transmissões ao vivo - mais difíceis de controlar. Por sua vez, o cinema, ainda que não contasse com a capacidade de transmissão ao vivo, foi exaltado por alguns movimentos como um meio que poderia colocar-se a seu favor. Por último, as referências ao modo como tais distinções foram pleiteadas em contextos de desenvolvimento técnico desigual e controle institucional em alguns países latino-americanos e africanos me permitirão matizar perguntas iniciais.
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