Sufragistas modernas? Classe, status e gênero na história do sufrágio municipal na Argentina

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Fecha
2021
Editorial
Editorial do Instituto E Se Fosse Você?
Revista
Título del libro
100 Anos Da Luta Das Mulheres Pelo Direito Ao Voto: Argentina, Brasil y Uruguay
Nombre del evento
Fecha del evento
Institución organizadora
ISSN
eISSN
ISBN
978-65-992344-3-9
Idioma
Portugués
Tipo del evento
Clasificación temática
Resumen
O sufrágio feminino na Argentina tem sido um caso atrativo para pesquisa, especialmente sob o governo de Juan Domingo Perón, quando se aprovou a lei nacional em 1947. Mas essa história foi tecida a partir de certos pressupostos da luta passada por direitos políticos das mulheres. Algumas investigações mapearam o dinâmico núcleo de agrupamentos sufragistas e líderes que as mobilizaram (Lavrin, 2005; Barrancos, 2002 e 2007). No entanto, alguns momentos específicos merecem atenção. Entre eles, o do sufrágio municipal feminino e suas particularidades, assim como as tensões e relações a respeito do sufrágio nacional. É sabido que os direitos políticos incluem a representação e a participação, mas aqui me ocuparei exclusivamente do sufrágio. Para tal, gostaria de introduzir uma apresentação geral da situação do sufrágio feminino na Argentina entre o final do século 19 e o final da década de 20 do século 20. Para tanto, estabelecerei algumas considerações sobre as cidades da província de San Juan, que desde o século 19 se associa ao exercício do sufrágio feminino municipal, e Santa Fé, que o adotou nos anos 20 do século 20. É interessante notar que o impulso destas normatizações municipais que incluíram as mulheres parece ter sido associado a um processo de modernização política que tinha o município como um espaço dinâmico do processo de construção nacional. Ainda, como veremos, os critérios de definição do sujeito supuseram uma superposição de critérios de grande enraizamento, como já demonstraram estudos como o de Ternavasio (1991), e que requereram uma redefinição específica para alcançar uma ampliação dos sujeitos em termos de gênero. De fato, muitas líderes sufragistas contemporâneas o assumiram como antecedente de seus direitos e como uma etapa do exercício do sufrágio no nível provincial2 ou nacional, mesmo que na realidade, veremos, o sufrágio municipal tenha tido outros componentes muito diferentes dos da lógica individual de raiz iluminista como teriam aqueles.
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