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Memorias de esclavas Mapuche en Mendoza, Argentina, décadas de 1880 y 1940

Escolar, Diego Icon

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Fecha

04/2025

Editorial

Universidade Federal do Rio de Janeiro

Revista

Memórias Insurgentes

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2764-9334

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Español

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Resumen

Durante la denominada Campaña de Desierto en Argentina entre 1878 y 1884 miles de prisioneros indígenas fueron trasladados, repartidos y esclavizados en diversas provincias del país. Si bien este proceso ha sido estudiado desde diversas aproximaciones, muy poco conocemos aun de la perspectiva de los propios indígenas que vivieron el proceso. Especialmente, no contamos con análisis sobre testimonios de los prisioneros que narren sus vivencias del proceso. En este artículo intentamos llenar una pequeña parte de este vacío reconstruyendo dos biografías de mujeres indígenas prisioneras y repartidas en Mendoza tomando las entrevistas que realizó el antropólogo Carlos Rusconi entre 1939 y 1943 a antiguos prisioneros aún vivos, y que incluyó bajo la forma de comentarios y fragmentos dispersos en su vasta obra publicada. El “mito de fin” de los indígenas en Argentina constituido sobre la Campaña del Desierto tiene que ver en parte con la brecha autobiográfica: la escasez de memorias sobre trayectorias de vida individuales que plasmen la experiencia de continuidad de los indígenas entre el período previo y posterior a las campañas militares, entre la vida en los territorios indígenas libres y su incorporación forzada en la sociedad argentina. Por eso es crucial reponer historias o trayectorias de vida individuales. Particularizar permite humanizar la experiencia de los prisioneros indígenas repartidos sacándolos de las meras estadísticas o bases de datos, y además proyectarnos a la experiencia de vida de protagonistas concretos del paso entre su presencia y su “desaparición”, permiten romper con mayor fuerza que otros análisis el sentido común o el mito de extinción de los indígenas en Argentina.
Durante a chamada Campanha do Deserto na Argentina, entre 1878 e 1884, milhares de prisioneiros indígenas foram transferidos, distribuídos e escravizados em várias províncias do país. Embora esse processo tenha sido estudado sob diversas abordagens, sabemos muito pouco sobre a perspectiva dos povos indígenas que vivenciaram o processo. Em particular, não temos análise de depoimentos de presos que narram suas experiências no processo. Neste artigo tentamos preencher uma pequena parte dessa lacuna reconstruindo duas biografias de mulheres indígenas presas e distribuídas em Mendoza, a partir das entrevistas que o antropólogo Carlos Rusconi realizou entre 1939 e 1943 com ex-prisioneiras ainda vivas, e que incluiu em na forma de comentários e fragmentos espalhados por sua vasta obra publicada. O “mito do fim” dos povos indígenas na Argentina constituído na Campanha do Deserto tem a ver em parte com a lacuna autobiográfica: a escassez de memórias sobre trajetórias de vida individuais que captem a experiência de continuidade dos povos indígenas entre o período anterior e depois das campanhas militares, entre a vida nos territórios indígenas livres e a sua incorporação forçada na sociedade argentina. É por isso que é crucial reabastecer histórias ou trajetórias de vida individuais. Particularizar permite humanizar a experiência dos presos indígenas distribuídos, retirando-os de meras estatísticas ou bancos de dados, e também nos projetar na experiência de vida de protagonistas específicos da passagem entre sua presença e seu “desaparecimento”, permitindo-nos romper com maior força do que outras análises do senso comum ou do mito da extinção dos povos indígenas na Argentina.
During the so-called Desert Campaign in Argentina between 1878 and 1884, thousands of indigenous prisoners were transferred, distributed and enslaved in various provinces of the country. Although this process has been studied from various approaches, we know very little about the perspective of the indigenous people who lived through the process. In particular, we do not have analyses of the testimonies of the prisoners who narrate their experiences of the process. In this article we try to fill a small part of this gap by reconstructing two biographies of indigenous women prisoners and distributed in Mendoza, taking the interviews that the anthropologist Carlos Rusconi conducted between 1939 and 1943 with former prisoners still alive, and which he included in the form of comments and fragments scattered in his vast published work. The “myth of the end” of the indigenous people in Argentina built on the Desert Campaign has to do in part with the autobiographical gap: the scarcity of memories about individual life trajectories that capture the experience of continuity of the indigenous people between the period before and after the military campaigns, between life in the free indigenous territories and their forced incorporation into Argentine society. That is why it is crucial to restore individual stories or life trajectories. Particularizing allows us to humanize the experience of the distributed indigenous prisoners by removing them from mere statistics or databases, and also projecting ourselves into the life experience of specific protagonists of the passage between their presence and their “disappearance,” allowing us to break with greater force than other analyses the common sense or the myth of the extinction of indigenous people in Argentina.

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