Pactos de silencio y consentimiento tácito: obstáculos para la ESI en la filosofía universitaria
; Cantarelli, María Natalia 
Otros responsables
Fecha
07/2026
Editorial
Universidad Pedagógica Nacional
Revista
Pedagogía y Saberes
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Institución organizadora
ISSN
0121-2494
eISSN
2500-6436
ISBN
Idioma
Español
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Resumen
Este artículo de reflexión examina las condiciones de posibilidad y los principales obstáculos para la transversalización de la educación sexual integral (ESI) (Ley Arg. No 26.150/06) en la formación docente universitaria en filosofía. El trabajo indaga las dificultades que presenta su incorporación en el ámbito universitario en carreras de filosofía atravesadas por tradiciones disciplinares fuertemente consolidadas. Para ello se sitúa en la carrera de filosofía de la Universidad de Buenos Aires, a la que no aborda como un caso muestral, sino como un elemento paradigmático para explorar lógicas institucionales persistentes en la formación filosófica universitaria en Argentina. Desde un enfoque metodológico analítico-reflexivo, se ofrece una revisión crítica de estudios históricos e institucionales a través del análisis de fuentes documentales tales como planes de estudio y normativas. Este corpus se aborda mediante herramientas conceptuales provenientes de la teoría política feminista, en particular las nociones de silenciamiento, pacto (Pateman, 1990) y consentimiento (Fraisse, 2011), que permiten examinar tanto las marcas fundacionales de la institución como su actualización en procesos de reforma curricular y en prácticas académicas vinculadas con la enseñanza y con la evaluación. Tal análisis permite postular que la persistencia de un pacto institucional que subordina la reflexión pedagógica y silencia las prácticas docentes opera como un obstáculo estructural para la transversalización de la ESI. Asimismo, se argumenta que la naturalización de formas tácitas de consentimiento académico limita la deliberación colectiva sobre los vínculos pedagógicos, los cuerpos y la afectividad. A modo de conclusión, se propone que la ESI puede funcionar como una herramienta para interrogar y transformar las condiciones institucionales de la formación universitaria en filosofía.
This reflective article examines the conditions under which comprehensive sexuality education (cse) (Argentine Law No. 26.150/06) can be mainstreamed in university-level teacher education in philosophy, as well as the principal obstacles to this process. It analyzes the challenges involved in incorporating cse within philosophy programs at the university level, particu-larly in contexts shaped by long-standing and highly consolidated disciplinary traditions. The analysis focuses on the Philoso-phy program at the University of Buenos Aires, approached not as a representative sample but as a paradigmatic case through which to explore enduring institutional logics in university-based philosophical training. Methodologically, the article adopts an analytical and reflexive approach that combines a critical review of historical and institutional studies with an examination of documentary sources, including curricula and relevant regulations. This material is analyzed using conceptual frameworks drawn from feminist political theory—particularly the notions of silencing, pact (Pateman, 1990), and consent (Fraisse, 2011)—which make it possible to examine both the institution’s foundational configurations and their rearticulation in processes of curricular reform and in academic practices related to teaching and assessment. The analysis argues that the persistence of an institutional pact that marginalizes pedagogical reflection and renders teaching practices invisible constitutes a structural obstacle to the mainstreaming of cse. It further contends that the naturalization of tacit forms of academic consent constrains collective deliberation about pedagogical relations, bodies, and affectivity. In conclusion, the article proposes that cse can func-tion as a critical tool for interrogating and transforming the institutional conditions of university-level training in philosophy.
Este artigo de reflexão examina as condições de possibilidade e os principais obstáculos à transversalização da educação sexual integral (esi) (Lei Arg. nº 26.150/06) no âmbito da formação de professores de filosofia no ensino superior. O trabalho inves-tiga as dificuldades envolvidas em sua incorporação no âmbito universitário em cursos de filosofia atravessados por tradições disciplinares fortemente consolidadas. A análise situa-se no curso de filosofia da Universidade de Buenos Aires, considerado não como um caso amostral, mas como um caso paradigmático para explorar lógicas institucionais persistentes na formação filosófica universitária. A partir de uma abordagem metodológica analítico-reflexiva, o artigo articula uma revisão crítica de estudos históricos e institucionais com a análise de fontes documentais, tais como planos de estudo e normativas. O corpus é analisado com base em ferramentas conceituais da teoria política feminista, em particular as noções de silenciamento, pacto (Pateman, 1990) e consentimento (Fraisse, 2011), que permitem analisar tanto as marcas fundacionais da instituição quanto sua atualização em processos de reforma curricular e em práticas acadêmicas vinculadas ao ensino e à avaliação. A análise sus-tenta que a persistência de um pacto institucional que subordina a reflexão pedagógica e silencia as práticas docentes opera como um obstáculo estrutural à transversalização da esi. Além disso, argumenta-se que a naturalização de formas tácitas de consentimento acadêmico limita a deliberação coletiva sobre os vínculos pedagógicos, os corpos e a afetividade. Como conclusão, o artigo propõe que a esi pode funcionar como uma ferramenta para interrogar e transformar as condições institucionais da formação universitária em filosofia.
This reflective article examines the conditions under which comprehensive sexuality education (cse) (Argentine Law No. 26.150/06) can be mainstreamed in university-level teacher education in philosophy, as well as the principal obstacles to this process. It analyzes the challenges involved in incorporating cse within philosophy programs at the university level, particu-larly in contexts shaped by long-standing and highly consolidated disciplinary traditions. The analysis focuses on the Philoso-phy program at the University of Buenos Aires, approached not as a representative sample but as a paradigmatic case through which to explore enduring institutional logics in university-based philosophical training. Methodologically, the article adopts an analytical and reflexive approach that combines a critical review of historical and institutional studies with an examination of documentary sources, including curricula and relevant regulations. This material is analyzed using conceptual frameworks drawn from feminist political theory—particularly the notions of silencing, pact (Pateman, 1990), and consent (Fraisse, 2011)—which make it possible to examine both the institution’s foundational configurations and their rearticulation in processes of curricular reform and in academic practices related to teaching and assessment. The analysis argues that the persistence of an institutional pact that marginalizes pedagogical reflection and renders teaching practices invisible constitutes a structural obstacle to the mainstreaming of cse. It further contends that the naturalization of tacit forms of academic consent constrains collective deliberation about pedagogical relations, bodies, and affectivity. In conclusion, the article proposes that cse can func-tion as a critical tool for interrogating and transforming the institutional conditions of university-level training in philosophy.
Este artigo de reflexão examina as condições de possibilidade e os principais obstáculos à transversalização da educação sexual integral (esi) (Lei Arg. nº 26.150/06) no âmbito da formação de professores de filosofia no ensino superior. O trabalho inves-tiga as dificuldades envolvidas em sua incorporação no âmbito universitário em cursos de filosofia atravessados por tradições disciplinares fortemente consolidadas. A análise situa-se no curso de filosofia da Universidade de Buenos Aires, considerado não como um caso amostral, mas como um caso paradigmático para explorar lógicas institucionais persistentes na formação filosófica universitária. A partir de uma abordagem metodológica analítico-reflexiva, o artigo articula uma revisão crítica de estudos históricos e institucionais com a análise de fontes documentais, tais como planos de estudo e normativas. O corpus é analisado com base em ferramentas conceituais da teoria política feminista, em particular as noções de silenciamento, pacto (Pateman, 1990) e consentimento (Fraisse, 2011), que permitem analisar tanto as marcas fundacionais da instituição quanto sua atualização em processos de reforma curricular e em práticas acadêmicas vinculadas ao ensino e à avaliação. A análise sus-tenta que a persistência de um pacto institucional que subordina a reflexão pedagógica e silencia as práticas docentes opera como um obstáculo estrutural à transversalização da esi. Além disso, argumenta-se que a naturalização de formas tácitas de consentimento acadêmico limita a deliberação coletiva sobre os vínculos pedagógicos, os corpos e a afetividade. Como conclusão, o artigo propõe que a esi pode funcionar como uma ferramenta para interrogar e transformar as condições institucionais da formação universitária em filosofia.
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