Madres, cuidadoras y superheroínas: Representaciones de feminidad en una escuela secundaria

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Fecha
10/2022
Editorial
Colegio de Graduados en Antropología de la República Argentina
Revista
Publicar en Antropología y Ciencias Sociales
Título del libro
Nombre del evento
Fecha del evento
Institución organizadora
ISSN
0327-6627
eISSN
2250-7671
ISBN
Idioma
Español
Tipo del evento
Clasificación temática
Palabras clave
Resumen
El presente texto posee como objetivo analizar las representaciones de feminidad de un grupo de adolescentes escolarizadas de un barrio popular del conurbano bonaerense. Tomando como eje el concepto de identidad narrativa de Ricoeur (1996), se aborda material artístico-visual producido durante una actividad de artes de la cual surgieron historias en donde el cuidado y la maternidad ocupan un lugar central. De esta manera se plantea que dichas prácticas se constituyen como espacios de agencia donde las jóvenes encuentran reconocimiento social en la medida en que se distancian de la fi gura masculina de “padre ausente”. Es a través de la valoración positiva y el orgullo por el trabajo materno y de cuidados que las jóvenes desafían las miradas masculinistas y patriarcales en torno a la maternidad desarrollando lo que acuño como “empoderamiento no-normativo”.
The objective of this text is to analyze the representations of femininity of a group of adolescents enrolled in a popular neighborhood in the Buenos Aires suburbs. Taking as its axis the concept of narrative identity of Ricoeur (1996), artistic-visual material produced during an arts activity is approached. From that material emerged stories where care and motherhood occupy a central place. In this way, it is proposed that those practices are constituted as spaces of agency where these young women fi nd social recognition to the extent that they distance themselves from the male fi gure of “absent father”. It is through positive appreciation and pride for maternal and care work that these young women challenge masculinist and patriarchal views of motherhood by developing what I coined as “non-normative empowerment”.
O objetivo deste texto é analisar as representações da feminilidade de um grupo de adolescentes escolarizada em um bairro popular da periferia de Buenos Aires. Tomando como eixo o conceito de identidade narrativa de Ricoeur (1996), aborda-se o material artístico-visual produzido durante uma atividade artística de onde emergem histórias onde o cuidado e a maternidade ocupam um lugar central. Desse modo, argumenta-se que essas práticas se constituem como espaços de agência onde as jovens encontram reconhecimento social na medida em que se distanciam da fi gura masculina do “pai ausente”. É por meio da apreciação positiva e do orgulho pelo trabalho materno e de cuidado que as jovens desafi am as visões masculinistas e patriarcais da maternidade, desenvolvendo o que chamei de “empoderamento não normativo”.
The objective of this text is to analyze the representations of femininity of a group of adolescents enrolled in a popular neighborhood in the Buenos Aires suburbs. Taking as its axis the concept of narrative identity of Ricoeur (1996), artistic-visual material produced during an arts activity is approached. From that material emerged stories where care and motherhood occupy a central place. In this way, it is proposed that those practices are constituted as spaces of agency where these young women fi nd social recognition to the extent that they distance themselves from the male fi gure of “absent father”. It is through positive appreciation and pride for maternal and care work that these young women challenge masculinist and patriarchal views of motherhood by developing what I coined as “non-normative empowerment”.
O objetivo deste texto é analisar as representações da feminilidade de um grupo de adolescentes escolarizada em um bairro popular da periferia de Buenos Aires. Tomando como eixo o conceito de identidade narrativa de Ricoeur (1996), aborda-se o material artístico-visual produzido durante uma atividade artística de onde emergem histórias onde o cuidado e a maternidade ocupam um lugar central. Desse modo, argumenta-se que essas práticas se constituem como espaços de agência onde as jovens encontram reconhecimento social na medida em que se distanciam da fi gura masculina do “pai ausente”. É por meio da apreciação positiva e do orgulho pelo trabalho materno e de cuidado que as jovens desafi am as visões masculinistas e patriarcais da maternidade, desenvolvendo o que chamei de “empoderamento não normativo”.
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