Territorio y debates descoloniales en la geografía argentina: un diálogo incipiente
; Farías, Mónica Isabel
; Torres, Fernanda Valeria 
Otros responsables
Fecha
10/2022
Editorial
Universidad Federal Fluminense
Revista
GEOgraphia
Título del libro
Nombre del evento
Fecha del evento
Institución organizadora
ISSN
1517-7793
eISSN
2674-8126
ISBN
Idioma
Español
Tipo del evento
Clasificación temática
Palabras clave
Resumen
Los debates sobre la descolonialidad ponen en cuestión la colonización epistémica presente en el conjunto de las ciencias sociales manifiesto en el eurocentrismo que orienta su producción intelectual. Tal eurocentrismo, al cual no escapa la geografía, se expresa “en la forma como construimos nuestros conceptos, en la manera como establecemos nuestras interpretaciones, comparaciones de fenómenos históricos y sociales, en fin, en la manera de producir conocimientos, modos de significación y de producción de sentido al mundo” (CRUZ, 2017: 18). Apoyándonos en un trabajo previo de nuestra autoría que analizó los usos del concepto de territorio en artículos publicados entre 2005 y 2021 en revistas académicas de Geografía vinculadas a universidades nacionales de Argentina, en este artículo buscamos contribuir al incipiente cuerpo de investigaciones que busca poner en diálogo el enfoque descolonial y la geografía. Para ello, analizamos una selección de artículos publicados en revistas de geografía que problematizan el concepto de territorio, e indagamos en qué medida y en qué sentido esta producción científica geográfica dialoga con los debates planteados en torno a la colonialidad/descolonialidad. El análisis muestra que en muy pocos casos se establece un diálogo explícito con las discusiones descoloniales y en general suelen quedar en un plano más teórico y todavía poco conectado con los análisis empíricos. Sin embargo, podemos encontrar un cierto número de trabajos que contienen rastros descoloniales en las problematizaciones, perspectivas y escalas puestas en juego, aun cuando no establezcan un vínculo explícito con esas discusiones.
Os debates sobre a decolonialidade colocam em questão a colonização epistêmica presente nas ciências sociais como um todo, manifestada no eurocentrismo que orienta sua produção intelectual. Tal eurocentrismo, ao qual a geografia não escapa, se expressa "na forma como construímos nossos conceitos, na maneira como estabelecemos nossas interpretações, comparações de fenômenos históricos e sociais e, enfim, na maneira de produzimos conhecimentos, modos de significação e de produção de sentido ao mundo.” (CRUZ, 2017: 18). Com base em um trabalho anterior de nossa autoria que analisou os usos do conceito de território em artigos publicados entre 2005 e 2021 em revistas acadêmicas de Geografia vinculadas a universidades nacionais da Argentina, neste artigo buscamos contribuir com o incipiente corpo de pesquisa que procura colocar em diálogo a abordagem decolonial e a geografia. Para isso, analisamos uma seleção de artigos publicados em revistas de geografia que problematizam o conceito de território, e investigamos em que medida e em que sentido essa produção científica geográfica dialoga com os debates suscitados em torno da colonialidade/descolonialidade. A análise mostra que em muito poucos casos se estabelece um diálogo explícito com as discussões decoloniais e, em geral, elas tendem a permanecer em um nível mais teórico e ainda têm pouca conexão com análises empíricas. No entanto, podemos encontrar um certo número de obras que contêm traços decoloniais nas problematizações, perspectivas e escalas postas em jogo, mesmo quando não estabelecem um vínculo explícito com essas discussões.
Debates about decoloniality call into question social sciences’ epistemic colonization, which is manifested in the Eurocentrism that guides their intellectual production. Such Eurocentrism, to which geography does not escape, is expressed "in the way we build our concepts, the way we interpret, and the way we make comparisons of historical and social phenomena, in short, [it is expressed] in the way we produce knowledge, and make sense of the world” (CRUZ, 2017: 18). This article builds onto a previous collaboration that analyzed the uses of the concept territory in articles published between 2005 and 2021 in academic journals of Geography based in national universities in Argentina. We seek to contribute to the emergent body of research that brings decolonial approaches and geography together. For this, we analyze a selection of articles published in geography magazines that problematize the concept of territory, and we investigate to what extent, and in what sense, this geographical scientific production dialogues with debates raised around coloniality / decoloniality. The analysis shows that decolonial discussions are present explicitly only in a few cases. Overall, they tend to remain on a more theoretical level rather than being grounded with an empirical analysis. However, there are some articles that present decolonial traces in the problematizations, perspectives and scales involved, even when they do not establish an explicit link with these discussions.
Os debates sobre a decolonialidade colocam em questão a colonização epistêmica presente nas ciências sociais como um todo, manifestada no eurocentrismo que orienta sua produção intelectual. Tal eurocentrismo, ao qual a geografia não escapa, se expressa "na forma como construímos nossos conceitos, na maneira como estabelecemos nossas interpretações, comparações de fenômenos históricos e sociais e, enfim, na maneira de produzimos conhecimentos, modos de significação e de produção de sentido ao mundo.” (CRUZ, 2017: 18). Com base em um trabalho anterior de nossa autoria que analisou os usos do conceito de território em artigos publicados entre 2005 e 2021 em revistas acadêmicas de Geografia vinculadas a universidades nacionais da Argentina, neste artigo buscamos contribuir com o incipiente corpo de pesquisa que procura colocar em diálogo a abordagem decolonial e a geografia. Para isso, analisamos uma seleção de artigos publicados em revistas de geografia que problematizam o conceito de território, e investigamos em que medida e em que sentido essa produção científica geográfica dialoga com os debates suscitados em torno da colonialidade/descolonialidade. A análise mostra que em muito poucos casos se estabelece um diálogo explícito com as discussões decoloniais e, em geral, elas tendem a permanecer em um nível mais teórico e ainda têm pouca conexão com análises empíricas. No entanto, podemos encontrar um certo número de obras que contêm traços decoloniais nas problematizações, perspectivas e escalas postas em jogo, mesmo quando não estabelecem um vínculo explícito com essas discussões.
Debates about decoloniality call into question social sciences’ epistemic colonization, which is manifested in the Eurocentrism that guides their intellectual production. Such Eurocentrism, to which geography does not escape, is expressed "in the way we build our concepts, the way we interpret, and the way we make comparisons of historical and social phenomena, in short, [it is expressed] in the way we produce knowledge, and make sense of the world” (CRUZ, 2017: 18). This article builds onto a previous collaboration that analyzed the uses of the concept territory in articles published between 2005 and 2021 in academic journals of Geography based in national universities in Argentina. We seek to contribute to the emergent body of research that brings decolonial approaches and geography together. For this, we analyze a selection of articles published in geography magazines that problematize the concept of territory, and we investigate to what extent, and in what sense, this geographical scientific production dialogues with debates raised around coloniality / decoloniality. The analysis shows that decolonial discussions are present explicitly only in a few cases. Overall, they tend to remain on a more theoretical level rather than being grounded with an empirical analysis. However, there are some articles that present decolonial traces in the problematizations, perspectives and scales involved, even when they do not establish an explicit link with these discussions.
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