Los saqueos en la historia argentina: Trayectos de una práctica colectiva
; Serulnikov, Sergio 
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Fecha
12/2025
Editorial
Red Latinoamericana de Trabajo y Trabajadores
Revista
Revista Latinoamericana de Trabajo y Trabajadores
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2667-3231
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Español
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Resumen
Los saqueos por motivos económicos o políticos, con fines de beneficio personal o de destrucción ritual, han sido un fenómeno recurrente en la historia argentina. Sin embargo, han merecido escasa atención historiográfica, si se los compara con otras formas de acción colectiva. Su sentido suele ser opaco para el análisis; la distancia entre protesta y beneficio individual no es transparente. Forma clara de violencia colectiva, es menos evidente su condición de acción política. El artículo examina las características y el significado de los saqueos en distintos tiempos y lugares. Analiza luego la emergencia de la práctica colectiva en tres coyunturas históricas muy diferentes entre sí. La primera es la guerra de la independencia del Río de la Plata y las disputas en torno a la conformación del Estado nacional en el siglo XIX. La segunda remite a las tensiones suscitadas por la instauración de la democracia liberal y el surgimiento de dos grandes partidos políticos de masas, el radicalismo y el peronismo. La tercera se centra en los nuevos tipos de conflictividad social emanados del proceso de desindustrialización y el acelerado crecimiento de la pobreza estructural entre la década de 1970 y comienzos del presente siglo.
Looting for economic or political motives, with aims of personal gain or ritual destruction, has been a recurrent phenomenon in Argentine history. However, it has received scant historiographical attention compared to other forms of collective action. Its meaning is often opaque to analysis; the distance between protest and individual benefit is not transparent. A clear form of collective violence, its condition as political action is less evident. The article examines the characteristics and significance of looting in different times and places. It then analyses the emergence of the collective practice in three very different historical conjunctures. The first is the war of independence of the Río de la Plata and the disputes surrounding the formation of the national state in the nineteenth century. The second refers to the tensions arising from the establishment of liberal democracy and the emergence of two large mass political parties, Radicalism and Peronism. The third focuses on the new types of social conflict emanating from the process of deindustrialisation and the accelerated growth of structural poverty between the 1970s and the beginning of the present century.
Os saques por motivos económicos ou políticos, com fins de benefício pessoal ou de destruição ritual, têm sido um fenómeno recorrente na história argentina. Contudo, têm merecido escassa atenção historiográfica, se comparados com outras formas de ação coletiva. O seu sentido costuma ser opaco para a análise; a distância entre protesto e benefício individual não é transparente. Forma clara de violência coletiva, é menos evidente a sua condição de ação política. O artigo examina as características e o significado dos saques em distintos tempos e lugares. Analisa depois a emergência da prática coletiva em três conjunturas históricas muito diferentes entre si. A primeira é a guerra da independência do Rio da Prata e as disputas em torno da conformação do Estado nacional no século XIX. A segunda remete às tensões suscitadas pela instauração da democracia liberal e o surgimento de dois grandes partidos políticos de massas, o radicalismo e o peronismo. A terceira centra-se nos novos tipos de conflitualidade social emanados do processo de desindustrialização e o acelerado crescimento da pobreza estrutural entre a década de 1970 e o início do presente século.
Looting for economic or political motives, with aims of personal gain or ritual destruction, has been a recurrent phenomenon in Argentine history. However, it has received scant historiographical attention compared to other forms of collective action. Its meaning is often opaque to analysis; the distance between protest and individual benefit is not transparent. A clear form of collective violence, its condition as political action is less evident. The article examines the characteristics and significance of looting in different times and places. It then analyses the emergence of the collective practice in three very different historical conjunctures. The first is the war of independence of the Río de la Plata and the disputes surrounding the formation of the national state in the nineteenth century. The second refers to the tensions arising from the establishment of liberal democracy and the emergence of two large mass political parties, Radicalism and Peronism. The third focuses on the new types of social conflict emanating from the process of deindustrialisation and the accelerated growth of structural poverty between the 1970s and the beginning of the present century.
Os saques por motivos económicos ou políticos, com fins de benefício pessoal ou de destruição ritual, têm sido um fenómeno recorrente na história argentina. Contudo, têm merecido escassa atenção historiográfica, se comparados com outras formas de ação coletiva. O seu sentido costuma ser opaco para a análise; a distância entre protesto e benefício individual não é transparente. Forma clara de violência coletiva, é menos evidente a sua condição de ação política. O artigo examina as características e o significado dos saques em distintos tempos e lugares. Analisa depois a emergência da prática coletiva em três conjunturas históricas muito diferentes entre si. A primeira é a guerra da independência do Rio da Prata e as disputas em torno da conformação do Estado nacional no século XIX. A segunda remete às tensões suscitadas pela instauração da democracia liberal e o surgimento de dois grandes partidos políticos de massas, o radicalismo e o peronismo. A terceira centra-se nos novos tipos de conflitualidade social emanados do processo de desindustrialização e o acelerado crescimento da pobreza estrutural entre a década de 1970 e o início do presente século.
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