Violencias y producción somática de discapacidad

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Fecha
03/2026
Editorial
Universidad de Manizales
Revista
Revista Latinoamericana de Ciencias Sociales, Niñez y Juventud
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Institución organizadora
ISSN
2027-7679
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Idioma
Español
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Resumen
Este trabajo, de carácter exploratorio y teórico, tiene como propósito identificar analíticamente las formas de producción social y somática de la discapacidad, específicamente, en su intersección con el ejercicio de las violencias. Fundamentado en los estudios sociales en discapacidad, propone en una reconstrucción conceptual que permite indagar cómo el capacitismo, mediado por distintas modalidades de la violencia, se instituyó como el carácter obligatorio de la capacidad corporal. En diálogo con las teorías políticas de las violencias y las biopolíticas, se abordan, por una parte, experiencias de violencia en conflictos armados que han ha sido perpetuados bajo la órbita de los Estados, en tanto expresión característica -aunque no exclusiva- del siglo XX. Por otra parte, se identifican aquellas violencias consensuales que están siendo interiorizadas, predominantemente, en las primeras décadas del siglo XXI y tienen por objeto el control de los comportamientos sociales bajo modalidades como la autoexplotación y la privatización del estrés, dando lugar a nuevos procesos de patologización. Finalmente, se propone una síntesis crítica sobre la histórica tensión entre capacitismo, vulnerabilidad e interdependencia.
This exploratory and theoretical study examines the social and somatic production of disability at its intersection with the exercise of violence. Drawing on conceptual frameworks from critical disability studies, it analyzes how ableism—mediated through various forms of violence—has been institutionalized as a normative imperative of bodily capacity. Engaging with political theories of violence and biopolitics, the research explores state-perpetrated armed conflicts as emblematic, though not exclusive, manifestations of violence in the 20th century. Additionally, it identifies emerging modalities of consensual violence increasingly internalized in the early decades of the 21st century. These include mechanisms such as self-exploitation and the privatization of stress, which function as behavioral control strategies and contribute to new processes of pathologization.
Este trabalho, de caráter exploratório e teórico, investiga a produção social e somática da deficiência em sua interseção com o exercício das violências. Por meio de uma reconstrução conceitual a partir dos estudos sociais sobre deficiência, examina como o capacitismo, mediado pela violência, se instituiu como o caráter obrigatório da capacidade corporal. Em diálogo com as teorias políticas das violências e das biopolíticas, aborda experiências em conflitos armados perpetrados pelos Estados, como expressão característica —embora não exclusiva— do século XX. Além disso, identifica formas emergentes de violência consensual que estão sendo interiorizadas, predominantemente, nas primeiras décadas do século XXI e têm como objetivo o controle dos comportamentos por meio de mecanismos como a autoexploração e a privatização do estresse, dando origem a novos processos de patologização.
This exploratory and theoretical study examines the social and somatic production of disability at its intersection with the exercise of violence. Drawing on conceptual frameworks from critical disability studies, it analyzes how ableism—mediated through various forms of violence—has been institutionalized as a normative imperative of bodily capacity. Engaging with political theories of violence and biopolitics, the research explores state-perpetrated armed conflicts as emblematic, though not exclusive, manifestations of violence in the 20th century. Additionally, it identifies emerging modalities of consensual violence increasingly internalized in the early decades of the 21st century. These include mechanisms such as self-exploitation and the privatization of stress, which function as behavioral control strategies and contribute to new processes of pathologization.
Este trabalho, de caráter exploratório e teórico, investiga a produção social e somática da deficiência em sua interseção com o exercício das violências. Por meio de uma reconstrução conceitual a partir dos estudos sociais sobre deficiência, examina como o capacitismo, mediado pela violência, se instituiu como o caráter obrigatório da capacidade corporal. Em diálogo com as teorias políticas das violências e das biopolíticas, aborda experiências em conflitos armados perpetrados pelos Estados, como expressão característica —embora não exclusiva— do século XX. Além disso, identifica formas emergentes de violência consensual que estão sendo interiorizadas, predominantemente, nas primeiras décadas do século XXI e têm como objetivo o controle dos comportamentos por meio de mecanismos como a autoexploração e a privatização do estresse, dando origem a novos processos de patologização.
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