De la lucha antisubversiva a la violencia paraestatal: Prensa y memorias sobre la represión en el final de la última dictadura argentina (1982–1983)

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Fecha
04/2026
Editorial
Universidad de Palermo. Facultad de Diseño y Comunicación
Revista
Cuadernos
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ISSN
1668-0227
eISSN
1853-3523
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Idioma
Español
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Resumen
Este artículo analiza cómo los diarios argentinos La Prensa, La Razón, La Nación y Diario Popular, en la cobertura de casos conmocionantes tematizados como crí-menes políticos durante 1982 y 1983, produjeron interpretaciones que, en el contexto de la transición democrática, resignificaron la represión desplegada entre 1976 y 1978 por el último gobierno dictatorial en Argentina. A partir de la articulación de herramientas de la sociosemiótica, la teoría de la enunciación y el análisis de contenido, se examinan los niveles temático, retórico y enunciativo de la agenda informativa, con especial atención a editoriales y casos mediáticos impactantes. Los resultados muestran que, hacia 1982–1983, la prensa comienza a caracterizar como inadmisibles prácticas represivas que previamente habían sido interpretadas bajo el marco de la “lucha antisubversiva”, reconociéndolas aho-ra como violencia paraestatal. Algunos medios enfatizan el terror residual y adoptan un registro pedagógico o crítico, mientras otros despliegan voces institucionales o morales para orientar la interpretación de los acontecimientos del presente en relación con los ocu-rridos en el pasado reciente. La articulación de estos niveles revela que las interpretacio-nes mediáticas funcionan como construcciones discursivas situadas, capaces de orientar la percepción pública, asignar responsabilidades y disputar marcos interpretativos sobre la violencia estatal y paraestatal, contribuyendo a definir el sentido político del pasado reciente durante la transición democrática.
This article analyzes how the Argentine newspapers La Prensa, La Razón, La Nación, and Diario Popular, in their coverage of shocking cases framed as political crimes during 1982 and 1983, produced interpretations that, within the context of the democratic transition, redefined the repression carried out between 1976 and 1978 by the last dictatorial government in Argentina. Using sociosemiotic tools, enunciation theory, and content analysis, the article examines the thematic, rhetorical, and enunciative levels of the news agenda, paying particular attention to editorials and impactful media cases. The results show that, around 1982–1983, the press began to characterize repressive practices that had previously been interpreted within the framework of the “counterinsurgency struggle” as unacceptable, now recognizing them as paramilitary violence. Some media outlets emphasize lingering terror and adopt a pedagogical or critical approach, while others deploy institutional or moral voices to guide the interpretation of current events in relation to those of the recent past. The interplay of these levels reveals that media interpretations function as situated discursive constructions, capable of shaping public perception, assigning responsibilities, and contesting interpretive frameworks regarding state and paramilitary violence, thus contributing to defining the political meaning of the recent past during the democratic transition.
Este artigo analisa como os jornais argentinos La Prensa, La Razón, La Nación e Diario Popular, em sua cobertura de casos chocantes enquadrados como crimes políticos durante 1982 e 1983, produziram interpretações que, no contexto da transição democrática, redefiniram a repressão realizada entre 1976 e 1978 pelo último governo ditatorial na Argentina. Utilizando ferramentas sociosemióticas, teoria da enunciação e análise de conteúdo, o artigo examina os níveis temático, retórico e enunciativo da agenda noticiosa, com atenção especial aos editoriais e aos casos midiáticos de grande impacto. Os resultados mostram que, por volta de 1982-1983, a imprensa começou a caracterizar práticas repressivas que antes eram interpretadas no âmbito da “luta contrainsurgência” como inaceitáveis, reconhecendo-as agora como violência paramilitar. Alguns veículos de comunicação enfatizam o terror persistente e adotam uma abordagem pedagógica ou crítica, enquanto outros utilizam vozes institucionais ou morais para orientar a interpretação dos eventos atuais em relação aos do passado recente. A interação desses níveis revela que as interpretações da mídia funcionam como construções discursivas situadas, capazes de moldar a percepção pública, atribuir responsabilidades e contestar as estruturas interpretativas relativas à violência estatal e paramilitar, contribuindo assim para definir o significado político do passado recente durante a transição democrática.
This article analyzes how the Argentine newspapers La Prensa, La Razón, La Nación, and Diario Popular, in their coverage of shocking cases framed as political crimes during 1982 and 1983, produced interpretations that, within the context of the democratic transition, redefined the repression carried out between 1976 and 1978 by the last dictatorial government in Argentina. Using sociosemiotic tools, enunciation theory, and content analysis, the article examines the thematic, rhetorical, and enunciative levels of the news agenda, paying particular attention to editorials and impactful media cases. The results show that, around 1982–1983, the press began to characterize repressive practices that had previously been interpreted within the framework of the “counterinsurgency struggle” as unacceptable, now recognizing them as paramilitary violence. Some media outlets emphasize lingering terror and adopt a pedagogical or critical approach, while others deploy institutional or moral voices to guide the interpretation of current events in relation to those of the recent past. The interplay of these levels reveals that media interpretations function as situated discursive constructions, capable of shaping public perception, assigning responsibilities, and contesting interpretive frameworks regarding state and paramilitary violence, thus contributing to defining the political meaning of the recent past during the democratic transition.
Este artigo analisa como os jornais argentinos La Prensa, La Razón, La Nación e Diario Popular, em sua cobertura de casos chocantes enquadrados como crimes políticos durante 1982 e 1983, produziram interpretações que, no contexto da transição democrática, redefiniram a repressão realizada entre 1976 e 1978 pelo último governo ditatorial na Argentina. Utilizando ferramentas sociosemióticas, teoria da enunciação e análise de conteúdo, o artigo examina os níveis temático, retórico e enunciativo da agenda noticiosa, com atenção especial aos editoriais e aos casos midiáticos de grande impacto. Os resultados mostram que, por volta de 1982-1983, a imprensa começou a caracterizar práticas repressivas que antes eram interpretadas no âmbito da “luta contrainsurgência” como inaceitáveis, reconhecendo-as agora como violência paramilitar. Alguns veículos de comunicação enfatizam o terror persistente e adotam uma abordagem pedagógica ou crítica, enquanto outros utilizam vozes institucionais ou morais para orientar a interpretação dos eventos atuais em relação aos do passado recente. A interação desses níveis revela que as interpretações da mídia funcionam como construções discursivas situadas, capazes de moldar a percepção pública, atribuir responsabilidades e contestar as estruturas interpretativas relativas à violência estatal e paramilitar, contribuindo assim para definir o significado político do passado recente durante a transição democrática.
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