Del piquete a la acción neocorporativa: Treinta años del movimiento de desocupados en Argentina

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Fecha
07/2026
Editorial
Universidad de Los Andes
Revista
Colombia Internacional
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Institución organizadora
ISSN
0121-5612
eISSN
1900-6004
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Idioma
Español
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Resumen
Objetivo/contexto: este artículo analiza las estrategias del movimiento de desocupados de Argentina ante el Estado, los Gobiernos y el sistema político, a treinta años de su surgimiento. Nacidas durante el ciclo de protestas de finales de la década de 1990, las organizaciones de desocupados en Argentina cobraron visibilidad, en primer lugar, por sus acciones contenciosas y por su externalidad respecto del sistema político. Sin embargo, a partir del ciclo progresista que experimentó el país, el movimiento de desocupados se institucionalizó, conquistando leyes y políticas públicas. En algunos casos, incluso llevó a sus dirigentes a cargos del Estado. Metodología: el artículo es producto de una investigación cualitativa y longitudinal, inscripta en la sociología política y llevada a cabo con las organizaciones del movimiento de desocupados durante veinte años. Las principales técnicas de recolección de datos fueron las entrevistas y el análisis documental. Conclusiones: las organizaciones estudiadas dieron un giro neocorporativo que implicó poner en segundo plano los anhelos de ruptura con el sistema político y la incorporación de una estrategia de negociación y cooperación con el Estado y los Gobiernos. Con ello, pasaron a consolidarse como representantes gremiales de los trabajadores desocupados e informales. Este giro habría sido posible, a su vez, por la apertura de las elites gobernantes de distintos signos políticos a negociar con este actor. Originalidad: este artículo ofrece hallazgos empíricos novedosos sobre las arenas en las que se despliegan los movimientos sociales y evidencia la interacción del movimiento de desocupados con el Estado y con los partidos políticos tradicionales. También muestra cómo se modificó la estrategia del movimiento piquetero, desde una primera etapa de beligerancia y anhelos de ruptura con el sistema político, hasta el giro neocorporativo que las afianzó como un actor representativo y consolidado de los desocupados ante el poder político.
Objective/context: This article analyzes the strategies of Argentina’s unemployed workers’ movement in relation to the state, governments, and the political system, thirty years after its emergence. Born during the late-1990s protest cycle, Argentina’s unemployed workers’ organizations primarily gained visibility through their contentious actions and their independence from the political system. However, following the country’s progressive cycle, the unemployed workers’ movement became institutionalized, securing legislation and public policies and, in some cases, even placing its leaders in government positions. Methodology: This article is the product of a qualitative, longitudinal study in political sociology, conducted over twenty years among organizations in the unemployed workers’ movement. The main data collection methods were interviews and documentary analysis. Conclusions: The organizations studied underwent a neo-corporatist shift, relegating their aspirations for a break with the political system to a secondary position in favor of a strategy of negotiation and cooperation with the state and governments. This led them to consolidate their position as union representatives for unemployed and informal workers. In turn, this shift was made possible by the openness of governing elites across the political spectrum to negotiate with this group. Originality: This article offers novel empirical findings on the arenas in which social movements unfold, showing the interaction between the unemployed workers’ movement and the state and traditional political parties. It also shows how the piquetero movement’s strategy evolved, from an initial phase of confrontation and aspirations to break with the political system to a neo-corporatist turn that established them as a representative, consolidated actor for the unemployed in the face of political power.
Objetivo/contexto: Este artigo analisa as estratégias do movimento dos desempregados na Argentina em sua relação com o Estado, com os governos e com o sistema político, 30 anos após o seu surgimento. Nascidas durante o ciclo de protestos do final da década de 1990, as organizações de desempregados da Argentina ganharam visibilidade, em primeiro lugar, por suas ações contenciosas e por sua condição externa ao sistema político. No entanto, a partir do ciclo progressista que o país experimentou, o movimento dos desempregados se institucionalizou, conquistando leis e políticas públicas e, em alguns casos, levando seus líderes a cargos no Estado. Metodologia: O artigo é produto de uma pesquisa qualitativa e longitudinal, situada no campo da sociologia política, realizada com as organizações do movimento dos desempregados durante 20 anos. As principais técnicas de coleta de dados foram entrevistas e análise documental. Conclusões: As organizações estudadas deram uma virada neocorporativa que implicou colocar em segundo plano os anseios de ruptura com o sistema político, para incorporar uma estratégia de negociação e cooperação com o Estado e os governos. Com isso, passaram a se consolidar como representantes sindicais dos trabalhadores desempregados e informais. Essa mudança foi possível, por sua vez, devido à abertura das elites governantes de diferentes orientações políticas para negociar com esse ator. Originalidade: Este artigo oferece achados empíricos inéditos sobre as arenas nas quais os movimentos sociais atuam, mostrando a interação do movimento dos desempregados com o Estado e com os partidos políticos tradicionais; também apresenta como a estratégia do movimento piquetero se transformou, desde uma fase inicial de beligerância e anseios de ruptura com o sistema político, até a virada neocorporativista que os consolidou como um ator representativo e consolidado dos desempregados perante o poder político.
Objective/context: This article analyzes the strategies of Argentina’s unemployed workers’ movement in relation to the state, governments, and the political system, thirty years after its emergence. Born during the late-1990s protest cycle, Argentina’s unemployed workers’ organizations primarily gained visibility through their contentious actions and their independence from the political system. However, following the country’s progressive cycle, the unemployed workers’ movement became institutionalized, securing legislation and public policies and, in some cases, even placing its leaders in government positions. Methodology: This article is the product of a qualitative, longitudinal study in political sociology, conducted over twenty years among organizations in the unemployed workers’ movement. The main data collection methods were interviews and documentary analysis. Conclusions: The organizations studied underwent a neo-corporatist shift, relegating their aspirations for a break with the political system to a secondary position in favor of a strategy of negotiation and cooperation with the state and governments. This led them to consolidate their position as union representatives for unemployed and informal workers. In turn, this shift was made possible by the openness of governing elites across the political spectrum to negotiate with this group. Originality: This article offers novel empirical findings on the arenas in which social movements unfold, showing the interaction between the unemployed workers’ movement and the state and traditional political parties. It also shows how the piquetero movement’s strategy evolved, from an initial phase of confrontation and aspirations to break with the political system to a neo-corporatist turn that established them as a representative, consolidated actor for the unemployed in the face of political power.
Objetivo/contexto: Este artigo analisa as estratégias do movimento dos desempregados na Argentina em sua relação com o Estado, com os governos e com o sistema político, 30 anos após o seu surgimento. Nascidas durante o ciclo de protestos do final da década de 1990, as organizações de desempregados da Argentina ganharam visibilidade, em primeiro lugar, por suas ações contenciosas e por sua condição externa ao sistema político. No entanto, a partir do ciclo progressista que o país experimentou, o movimento dos desempregados se institucionalizou, conquistando leis e políticas públicas e, em alguns casos, levando seus líderes a cargos no Estado. Metodologia: O artigo é produto de uma pesquisa qualitativa e longitudinal, situada no campo da sociologia política, realizada com as organizações do movimento dos desempregados durante 20 anos. As principais técnicas de coleta de dados foram entrevistas e análise documental. Conclusões: As organizações estudadas deram uma virada neocorporativa que implicou colocar em segundo plano os anseios de ruptura com o sistema político, para incorporar uma estratégia de negociação e cooperação com o Estado e os governos. Com isso, passaram a se consolidar como representantes sindicais dos trabalhadores desempregados e informais. Essa mudança foi possível, por sua vez, devido à abertura das elites governantes de diferentes orientações políticas para negociar com esse ator. Originalidade: Este artigo oferece achados empíricos inéditos sobre as arenas nas quais os movimentos sociais atuam, mostrando a interação do movimento dos desempregados com o Estado e com os partidos políticos tradicionais; também apresenta como a estratégia do movimento piquetero se transformou, desde uma fase inicial de beligerância e anseios de ruptura com o sistema político, até a virada neocorporativista que os consolidou como um ator representativo e consolidado dos desempregados perante o poder político.
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