Sopa de maní con manaos: Alimentación y trayectoria migratoria en espacios privados y públicos productivos

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Fecha
04/2025
Editorial
Fundação Oswaldo Cruz
Revista
Revista de Alimentação e Cultura das Américas
Título del libro
Nombre del evento
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Institución organizadora
ISSN
eISSN
2596-3082
ISBN
Idioma
Español
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Palabras clave
Resumen
El cordón flori-hortícola platense se reconoce como uno de los principales epicentros de la producción en fresco en Argentina, por la cantidad de establecimientos productivos y el volumen de su producción. El presente artículo tiene como objetivo analizar los procesos vinculados con la alimentación en este sector, a partir del estudio de las cocinas en las unidades doméstico productivas y en el espacio público, específicamente en los comedores paisanos, desde una perspectiva centrada en su historia migrante boliviana. La investigación se desarrolla a partir de una metodología etnográfica, empleando técnicas como la observación participante, entrevistas, y cartografía social. Como resultado, se recupera la conformación y expansión de un nosotros alimentario boliviano, configurado a través de estas cocinas, que incorpora elementos tanto del lugar de origen como del contexto de llegada, así como una mixtura entre ambos. Esta síntesis refleja el pasado, la trayectoria migrante y las condiciones actuales de vida en la sociedad receptora. Dicho “nosotros alimentario” no es fijo, homogéneo ni inmutable, sino que debe ser comprendido en relación con el rol central de los productores migrantes en este sector y las transformaciones productivas que han experimentado. Se concluye que estas cocinas, son condición de existencia en el cordón productivo, por su aporte a la reproducción cotidiana y social de quienes allí trabajan, al constituirse como lugar de disfrute y deseo.
O setor floricultor-horticultor de La Plata é reconhecido como um dos principais epicentros da produção de produtos frescos na Argentina, devido ao número de estabelecimentos produtivos e ao volume da sua produção. O objetivo deste artigo é analisar os processos ligados à alimentação neste setor, estudando as cozinhas nas unidades de produção domésticas e no espaço público, especificamente nos “comedores paisanos”, a partir de uma perspectiva centrada na sua história migratória boliviana. A investigação se assenta numa metodologia etnográfica, recorrendo a técnicas como a observação participante, entrevistas, e cartografia social. Como resultado, recupera-se a conformação e expansão de um “nós” alimentar boliviano, configurado por meio destas cozinhas, que incorpora elementos tanto do lugar de origem como do contexto de chegada, bem como uma mistura de ambos. Esta síntese reflete o passado, a trajetória do migrante e as condições de vida atuais na sociedade de acolhimento. Este “nós” alimentar não é fixo, homogêneo ou imutável, mas deve ser entendido em relação ao papel central dos produtores migrantes neste setor e às transformações produtivas que sofreram. Conclui-se que estas cozinhas são uma condição de existência no cordão produtivo, devido à sua contribuição para a reprodução quotidiana e social dos que aí trabalham, ao constituírem-se como um lugar de fruição e de desejo.
The floricultural-horticultural sector of La Plata is recognised as one of the main epicentres of fresh produce production in Argentina, due to the number of productive establishments and the volume of their production. The aim of this article is to analyse the processes linked to food in this sector by studying the kitchens in domestic production units and in the public space, specifically in the ‘comedores paisanos’, from a perspective centred on their Bolivian migrant history. The research is based on an ethnographic methodology, using techniques such as participant observation, interviews, and social mapping. As a result, the conformation and expansion of a ‘Bolivian food “we” is recovered, configured through these cuisines, which incorporates elements from both the place of origin and the context of arrival, as well as a mixture of both. This synthesis reflects the past, the migrant trajectory and the current living conditions in the receiving society. This food “we” is not fixed, homogenous or immutable, but must be understood in relation to the central role of migrant producers in this sector and the productive transformations they have undergone. It is concluded that these kitchens are a condition of existence in the productive cordon, due to their contribution to the daily and social reproduction of those who work there, by constituting it as a place of enjoyment and desire.
O setor floricultor-horticultor de La Plata é reconhecido como um dos principais epicentros da produção de produtos frescos na Argentina, devido ao número de estabelecimentos produtivos e ao volume da sua produção. O objetivo deste artigo é analisar os processos ligados à alimentação neste setor, estudando as cozinhas nas unidades de produção domésticas e no espaço público, especificamente nos “comedores paisanos”, a partir de uma perspectiva centrada na sua história migratória boliviana. A investigação se assenta numa metodologia etnográfica, recorrendo a técnicas como a observação participante, entrevistas, e cartografia social. Como resultado, recupera-se a conformação e expansão de um “nós” alimentar boliviano, configurado por meio destas cozinhas, que incorpora elementos tanto do lugar de origem como do contexto de chegada, bem como uma mistura de ambos. Esta síntese reflete o passado, a trajetória do migrante e as condições de vida atuais na sociedade de acolhimento. Este “nós” alimentar não é fixo, homogêneo ou imutável, mas deve ser entendido em relação ao papel central dos produtores migrantes neste setor e às transformações produtivas que sofreram. Conclui-se que estas cozinhas são uma condição de existência no cordão produtivo, devido à sua contribuição para a reprodução quotidiana e social dos que aí trabalham, ao constituírem-se como um lugar de fruição e de desejo.
The floricultural-horticultural sector of La Plata is recognised as one of the main epicentres of fresh produce production in Argentina, due to the number of productive establishments and the volume of their production. The aim of this article is to analyse the processes linked to food in this sector by studying the kitchens in domestic production units and in the public space, specifically in the ‘comedores paisanos’, from a perspective centred on their Bolivian migrant history. The research is based on an ethnographic methodology, using techniques such as participant observation, interviews, and social mapping. As a result, the conformation and expansion of a ‘Bolivian food “we” is recovered, configured through these cuisines, which incorporates elements from both the place of origin and the context of arrival, as well as a mixture of both. This synthesis reflects the past, the migrant trajectory and the current living conditions in the receiving society. This food “we” is not fixed, homogenous or immutable, but must be understood in relation to the central role of migrant producers in this sector and the productive transformations they have undergone. It is concluded that these kitchens are a condition of existence in the productive cordon, due to their contribution to the daily and social reproduction of those who work there, by constituting it as a place of enjoyment and desire.
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