Seguir las huellas de la desaparición: arqueología forense en San Juan y los dilemas de una institucionalidad desaparecedora

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Fecha
03/2026
Editorial
Universidad Nacional de Cuyo. Facultad de Filosofía y Letras
Revista
Estudios Sociales Contemporáneos
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Institución organizadora
ISSN
eISSN
2451-5965
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Idioma
Español
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Resumen
Este articulo ofrece un recorrido por las actuaciones del Centro de Estudios e Investigaciones en Antropología y Arqueología (CEIAA), efectuados en colaboración con el sistema judicial federal en la provincia de San Juan, República Argentina. Se trata de los primeros estudios realizados sostenidamente a lo largo de una década en el campo de la arqueología y antropología forense en esta provincia de Cuyo. Partimos de la hipótesis de que las desapariciones de los cuerpos de lxs detenidxs desaparecidxs tienen relación con las desapariciones de ancestrxs indígenas operadas por el sistema arqueológico patrimonial, ambas son formas de violencias que se traman en las propias prácticas institucionalizadas a lo largo de décadas en los aparatos estatales a nivel local. Nos enfrentamos a un régimen de poder desaparecedor del cuerpo alterizado, cuyas prácticas, discursos y performances obstaculizan y colaboran en su ocultamiento y consecuente desaparición, dificultando las restituciones a familiares y comunidades indígenas. En este recorrido, desde una teoría nativa planteada como cosmopolítica del rastreo, se propone rastrear las huellas de la desaparición en una provincia con experiencias de muertes masivas en su historia reciente. El articulo invita además a pensar las posibilidades sanadoras y creativas que admite la articulación entre demandas sociales del movimiento indígena y del movimiento de derechos humanos.
This article offers an overview of the work carried out by the Center for Studies and Research in Anthropology and Archaeology (CEIAA), in collaboration with the federal judicial system in the Province of San Juan, Argentina. These are the first studies conducted consistently over a decade in the field of archaeology and forensic anthropology in this province of the Cuyo region. We begin with the hypothesis that the disappearances of the bodies of the disappeared are related to the disappearances of Indigenous ancestors perpetrated by the archaeological heritage system. Both are forms of violence woven into the very practices institutionalized over decades by state apparatuses at the local level. We are confronted with a regime of power that makes the othered body disappear, whose practices, discourses, and performances both hinder and contribute to its concealment and subsequent disappearance, making it difficult to return remains to families and Indigenous communities. This exploration, based on a native theory framed as a cosmopolitics of tracing, proposes to trace the footprints of disappearance in a province with a history of mass deaths. The article also invites reflection on the healing and creative possibilities that arise from articulating the social demands of the Indigenous movement and the human rights movement.
Este artigo apresenta uma visão geral do trabalho realizado pelo Centro de Estudos e Pesquisa em Antropologia e Arqueologia (CEIAA), em colaboração com o sistema judiciário federal na Província de San Juan, Argentina. Trata-se dos primeiros estudos conduzidos de forma consistente ao longo de uma década no campo da arqueologia e da antropologia forense nessa província da região de Cuyo. Partimos da hipótese de que os desaparecimentos dos corpos dos desaparecidos estão relacionados aos desaparecimentos de ancestrais indígenas perpetrados pelo sistema de patrimônio arqueológico. Ambos são formas de violência intrínsecas às próprias práticas institucionalizadas ao longo de décadas pelos aparelhos estatais em nível local. Deparamo-nos com um regime de poder que faz o corpo marginalizado desaparecer, cujas práticas, discursos e performances tanto dificultam quanto contribuem para seu ocultamento e subsequente desaparecimento, tornando difícil a restituição dos restos mortais às famílias e comunidades indígenas. Esta investigação, baseada em uma teoria nativa enquadrada como uma cosmopolítica do rastreamento, propõe rastrear as pegadas do desaparecimento em uma província com um histórico de mortes em massa. O artigo também convida à reflexão sobre as possibilidades de cura e criatividade que surgem da articulação das demandas sociais do movimento indígena e do movimento pelos direitos humanos.
This article offers an overview of the work carried out by the Center for Studies and Research in Anthropology and Archaeology (CEIAA), in collaboration with the federal judicial system in the Province of San Juan, Argentina. These are the first studies conducted consistently over a decade in the field of archaeology and forensic anthropology in this province of the Cuyo region. We begin with the hypothesis that the disappearances of the bodies of the disappeared are related to the disappearances of Indigenous ancestors perpetrated by the archaeological heritage system. Both are forms of violence woven into the very practices institutionalized over decades by state apparatuses at the local level. We are confronted with a regime of power that makes the othered body disappear, whose practices, discourses, and performances both hinder and contribute to its concealment and subsequent disappearance, making it difficult to return remains to families and Indigenous communities. This exploration, based on a native theory framed as a cosmopolitics of tracing, proposes to trace the footprints of disappearance in a province with a history of mass deaths. The article also invites reflection on the healing and creative possibilities that arise from articulating the social demands of the Indigenous movement and the human rights movement.
Este artigo apresenta uma visão geral do trabalho realizado pelo Centro de Estudos e Pesquisa em Antropologia e Arqueologia (CEIAA), em colaboração com o sistema judiciário federal na Província de San Juan, Argentina. Trata-se dos primeiros estudos conduzidos de forma consistente ao longo de uma década no campo da arqueologia e da antropologia forense nessa província da região de Cuyo. Partimos da hipótese de que os desaparecimentos dos corpos dos desaparecidos estão relacionados aos desaparecimentos de ancestrais indígenas perpetrados pelo sistema de patrimônio arqueológico. Ambos são formas de violência intrínsecas às próprias práticas institucionalizadas ao longo de décadas pelos aparelhos estatais em nível local. Deparamo-nos com um regime de poder que faz o corpo marginalizado desaparecer, cujas práticas, discursos e performances tanto dificultam quanto contribuem para seu ocultamento e subsequente desaparecimento, tornando difícil a restituição dos restos mortais às famílias e comunidades indígenas. Esta investigação, baseada em uma teoria nativa enquadrada como uma cosmopolítica do rastreamento, propõe rastrear as pegadas do desaparecimento em uma província com um histórico de mortes em massa. O artigo também convida à reflexão sobre as possibilidades de cura e criatividade que surgem da articulação das demandas sociais do movimento indígena e do movimento pelos direitos humanos.
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