Proteger el cuerpo y la moral: exclusión de las mujeres del trabajo en el sector gastronómico (Buenos Aires, Argentina, primera mitad del siglo XX)

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Fecha
07/2026
Editorial
Universidad Nacional de Colombia
Revista
Historia y sociedad
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ISSN
0121-8417
eISSN
2357-4720
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Idioma
Español
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Resumen
Este artículo explora el proceso de exclusión legal de las mujeres del trabajo en el sector gastronómico en Buenos Aires, Argentina, durante la primera mitad del siglo XX. Se sostiene que la apropiación masculina de oficios como cocineros, maîtres y mozos requirió tanto de su exclusión como de la construcción de estas tareas como inapropiadas para ellas. Diversos argumentos contribuyeron a configurar la gastronomía como un ámbito moralmente reprobable para las mujeres: su desarrollo en la esfera pública, las largas jornadas laborales, los riesgos de accidentes, el trabajo nocturno, la cercanía con bebidas alcohólicas y el contacto con un público mayoritariamente masculino. El análisis se basa en un corpus de fuentes que incluye normativas, debates parlamentarios, peticiones ante la Cámara de Diputados, el Boletín Informativo del Departamento Nacional del Trabajo y tesis sobre el trabajo de mujeres y niños. Estas se complementan con notas periodísticas, publicidades, avisos clasificados y sentencias de tribunales laborales. Entre los resultados se destaca cómo se construyeron históricamente desigualdades y jerarquías de género en el mercado laboral, así como el papel de las dimensiones espacial y temporal: mientras en ciertos ámbitos y momentos las mujeres podían —y debían— realizar tareas como cocinar y servir, en otros les estaban prácticamente vedadas.
This article explores the process of legal exclusion of women from culinary and hospitality labor in Buenos Aires, Argentina, during the first half of the twentieth century. It argues that the male appropriation of occupations such as cooks, maîtres d’hotel, and waiters required both the exclusion of women and the construction of these tasks as inappropriate for them. Various arguments contributed to shaping the culinary sector as a morally unsuitable environment for women, citing its development in the public sphere, long working hours, risks of accidents, night work, proximity to alcoholic beverages, and contact with a predominantly male clientele. The analysis relies on a corpus of sources including regulations, parliamentary debates, petitions to the Chamber of Deputies, the Information Bulletin of the National Department of Labor, and academic theses on women's and children's labor. These are supplemented by journalistic articles, advertisements, classified ads, and labor court rulings. The findings highlight how gender inequalities and hierarchies were historically constructed in the labor market, as well as the crucial role of spatial and temporal dimensions: while in certain spaces and times women could—and were expected to— perform tasks like cooking and serving, in others, they were virtually barred from doing so.
Este artigo explora o processo de exclusão legal das mulheres do trabalho no setor gastronômico em Buenos Aires, Argentina, durante a primeira metade do século XX. Sustenta-se que a apropriação masculina de ofícios como cozinheiros, maîtres e garçons requereu tanto sua exclusão quanto a construção dessas tarefas como inadequadas para elas. Diversos argumentos contribuíram para configurar a gastronomia como um âmbito moralmente reprovável para as mulheres: seu desenvolvimento na esfera pública, as longas jornadas de trabalho, os riscos de acidentes, o trabalho noturno, a proximidade com bebidas alcoólicas e o contato com um público majoritariamente masculino. A análise baseia-se em um corpus de fontes que inclui normativas, debates parlamentares, petições perante a Câmara dos Deputados, o Boletim Informativo do Departamento Nacional do Trabalho e teses sobre o trabalho de mulheres e crianças. Estas se complementam com notas jornalísticas, publicidades, anúncios classificados e sentenças de tribunais trabalhistas. Entre os resultados, destaca-se como se construíram historicamente desigualdades e hierarquias de gênero no mercado de trabalho, assim como o papel das dimensões espacial e temporal: enquanto em certos âmbitos e momentos as mulheres podiam — e deviam — realizar tarefas como cozinhar e servir, em outros lhes estavam praticamente vedadas.
This article explores the process of legal exclusion of women from culinary and hospitality labor in Buenos Aires, Argentina, during the first half of the twentieth century. It argues that the male appropriation of occupations such as cooks, maîtres d’hotel, and waiters required both the exclusion of women and the construction of these tasks as inappropriate for them. Various arguments contributed to shaping the culinary sector as a morally unsuitable environment for women, citing its development in the public sphere, long working hours, risks of accidents, night work, proximity to alcoholic beverages, and contact with a predominantly male clientele. The analysis relies on a corpus of sources including regulations, parliamentary debates, petitions to the Chamber of Deputies, the Information Bulletin of the National Department of Labor, and academic theses on women's and children's labor. These are supplemented by journalistic articles, advertisements, classified ads, and labor court rulings. The findings highlight how gender inequalities and hierarchies were historically constructed in the labor market, as well as the crucial role of spatial and temporal dimensions: while in certain spaces and times women could—and were expected to— perform tasks like cooking and serving, in others, they were virtually barred from doing so.
Este artigo explora o processo de exclusão legal das mulheres do trabalho no setor gastronômico em Buenos Aires, Argentina, durante a primeira metade do século XX. Sustenta-se que a apropriação masculina de ofícios como cozinheiros, maîtres e garçons requereu tanto sua exclusão quanto a construção dessas tarefas como inadequadas para elas. Diversos argumentos contribuíram para configurar a gastronomia como um âmbito moralmente reprovável para as mulheres: seu desenvolvimento na esfera pública, as longas jornadas de trabalho, os riscos de acidentes, o trabalho noturno, a proximidade com bebidas alcoólicas e o contato com um público majoritariamente masculino. A análise baseia-se em um corpus de fontes que inclui normativas, debates parlamentares, petições perante a Câmara dos Deputados, o Boletim Informativo do Departamento Nacional do Trabalho e teses sobre o trabalho de mulheres e crianças. Estas se complementam com notas jornalísticas, publicidades, anúncios classificados e sentenças de tribunais trabalhistas. Entre os resultados, destaca-se como se construíram historicamente desigualdades e hierarquias de gênero no mercado de trabalho, assim como o papel das dimensões espacial e temporal: enquanto em certos âmbitos e momentos as mulheres podiam — e deviam — realizar tarefas como cozinhar e servir, em outros lhes estavam praticamente vedadas.
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