El muro invertido: Las zanjas en el límite fronterizo de Chile con Bolivia

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Fecha
12/2022
Editorial
Universidad Compultense Madrid
Revista
Geopolitica(s)
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ISSN
2172-3958
eISSN
2172-7155
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Idioma
Español
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Resumen
El propósito de este artículo es comprender cómo las zanjas excavadas por parte de los gobiernos chilenos, en el límite internacional entre Colchane (Chile) y Pisiga Bolívar (Bolivia), desde septiembre de 2017 hasta julio de 2022, se articularon al discurso sobre las migraciones y transformaron el paisaje, los modos de control y las estrategias de cruce en la región. Para esto, aplicamos una meto-dología cualitativa de revisión documental y hemerográfica en ambos países, así como un trabajo en terreno (notasde campo, observación, testimonios y fotografías). Nuestro texto concluye que las zanjas analizadas pueden ser interpretadas como muros invertidos, de bajo costo y gran plasticidad, que com-ponen un paisaje fronterizo móvil y se constituyen como dispositivos defensivos y de protección en contra de agentes transnacionales no estatales, entendidos como amenazas. Asimismo, se resalta su condición paradójica: mientras las zanjas se proyectan con el propósito de reafirmar el poder y expresar el control estatal sobre un territorio, resaltan su debilidad dada su mera existencia e ineficacia operativa
The purpose of this article is to understand how the ditches dug by the Chilean governments, on the international border between Colchane (Chile) and Pisiga Bolivar (Bolivia), from September 2017 to July 2022, were articulated to the discourse on migrations, and they transformed the landscape, control modes and crossing strategies in the region. For this, we apply a qualitative methodology of documentary and newspaper review in both countries, as well as field work (field notes, observation, testimonies and photographs). Our text concludes that the trenches analyzed can be interpreted as inverted walls, of low cost and great plasticity, which make up a mobile border landscape and constitute defensive and protection devices against non-state transnational agents, understood as threats. Likewise, its paradoxical condition is highlighted: while the ditches are projected with the purpose of reaffirming power and expressing state control over a territory, they highlight its weakness given its mere existence and operational inefficiency.
O objetivo deste artigo é compreender como os fossos cavados pelos governos chilenos, na fronteira internacional entre Colchane (Chile) e Pisiga Bolívar (Bolívia), de setembro de 2017 a julho de 2022, se articularam ao discurso sobre as migrações, transformando a paisagem, os modos de con- trole e as estratégias de travessia na região. Para tal, aplicamos uma metodologia qualitativa de análise documental e jornalística nos dois países, bem como trabalho de campo (notas de campo, observação, testemunhos e fotografias). Nosso texto conclui que os fossos analisados podem ser interpretadas como muros invertidos, de baixo custo e grande plasticidade, que compõem uma paisagem fronteiriça móvel e constituem dispositivos de defesa e proteção contra agentes transnacionais não estatais, entendidos como ameaças. Sua condição paradoxal também é destacada: enquanto os fossos são projetados com o objetivo de reafirmar o poder e expressar o controle estatal sobre um território, eles evidenciam sua fragilidade dada sua mera existência e ineficácia operacional.
The purpose of this article is to understand how the ditches dug by the Chilean governments, on the international border between Colchane (Chile) and Pisiga Bolivar (Bolivia), from September 2017 to July 2022, were articulated to the discourse on migrations, and they transformed the landscape, control modes and crossing strategies in the region. For this, we apply a qualitative methodology of documentary and newspaper review in both countries, as well as field work (field notes, observation, testimonies and photographs). Our text concludes that the trenches analyzed can be interpreted as inverted walls, of low cost and great plasticity, which make up a mobile border landscape and constitute defensive and protection devices against non-state transnational agents, understood as threats. Likewise, its paradoxical condition is highlighted: while the ditches are projected with the purpose of reaffirming power and expressing state control over a territory, they highlight its weakness given its mere existence and operational inefficiency.
O objetivo deste artigo é compreender como os fossos cavados pelos governos chilenos, na fronteira internacional entre Colchane (Chile) e Pisiga Bolívar (Bolívia), de setembro de 2017 a julho de 2022, se articularam ao discurso sobre as migrações, transformando a paisagem, os modos de con- trole e as estratégias de travessia na região. Para tal, aplicamos uma metodologia qualitativa de análise documental e jornalística nos dois países, bem como trabalho de campo (notas de campo, observação, testemunhos e fotografias). Nosso texto conclui que os fossos analisados podem ser interpretadas como muros invertidos, de baixo custo e grande plasticidade, que compõem uma paisagem fronteiriça móvel e constituem dispositivos de defesa e proteção contra agentes transnacionais não estatais, entendidos como ameaças. Sua condição paradoxal também é destacada: enquanto os fossos são projetados com o objetivo de reafirmar o poder e expressar o controle estatal sobre um território, eles evidenciam sua fragilidade dada sua mera existência e ineficácia operacional.
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