Reescribir la historia constitucional desde abajo: el aporte de las peticiones populares a la Asamblea Constituyente argentina de 1949

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Fecha
12/2022
Editorial
Universidade Federal Rural do Semi-Árido
Revista
Revista Jurídica da UFERSA
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Institución organizadora
ISSN
eISSN
2526-9488
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Idioma
Español
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Resumen
La historia constitucional de factura más tradicional privilegia las voces expertas y la mirada estatalista del derecho. Sus fuentes predilectas son, lógicamente, las oficiales. La mayor parte de la historia constitucional argentina no se aparta de esta descripción. Se concentra en el siglo XIX, prioriza fuentes secundarias, legitima el poder sin cuestionarlo y reproduce una abstracción que oculta la exclusión previa de colectivos como mujeres, trabajadores, indígenas, entre otros. Inspirándose en la perspectiva de la historia crítica del derecho y en la historia “desde abajo”, este texto se propone destacar la importancia de revisitar la historia constitucional recuperando voces no calificadas del derecho como la de las clases populares. Para ilustrarlo, presenta el caso de la experiencia constitucional argentina de 1949. En ese contexto centenares de colectivos presentaron peticiones a la asamblea constituyente reunida en Buenos Aires, expresando de manera mayormente espontánea sus propuestas para la reforma constitucional. Lo que estas manifestaciones muestran, son los sentidos y expectativas que tenían estas personas de a pie sobre el derecho constitucional que entendemos, también forman parte de esa historia constitucional y la enriquecen.
Traditional constitutional history favors expert voices and a statist view of law. Its favorite sources are, logically, the official ones. Most of the Argentine constitutional history does not deviate from this description. It focuses on the 19th century, prioritizes secondary sources, legitimizes power without questioning it, and reproduces an abstraction that hides the previous exclusion of groups such as women, workers, and indigenous people, among others. Inspired by the perspective of the critical legal history and history "from below", this text aims to highlight the importance of revisiting constitutional history by recovering unqualified voices of law such as that of the popular classes. To illustrate this, it presents the case of the Argentine constitutional experience of 1949. In this context, hundreds of collectives presented petitions to the constituent assembly in Buenos Aires, expressing their proposals for constitutional reform in a largely spontaneous manner. What these demonstrations show are the meanings and expectations that these ordinary people had about the constitutional law that, we understand, they are also part of that constitutional history and enrich it.
A história constitucional mais tradicional favorece vozes de especialistas e a visão estatista do direito. Suas fontes favoritas são, logicamente, as oficiais. A maior parte da história constitucional argentina não se desvia dessa descrição. Centra-se no século XIX, prioriza fontes secundárias, legitima o poder sem questionálo e reproduz uma abstração que oculta a exclusão anterior de grupos como mulheres, trabalhadores, indígenas, entre outros. Inspirado na perspectiva da história crítica do direito e da história “de baixo para cima”, este texto tem como objetivo destacar a importância de revisitar a história constitucional recuperando vozes não qualificadas do direito como a das classes populares. Para ilustrar isso, apresenta o caso da experiência constitucional argentina de 1949. Nesse contexto, centenas de coletivos apresentaram petições à assembleia constituinte, expressando suas propostas de reforma constitucional de forma bastante espontânea. O que essas manifestações mostram são os significados e expectativas que essas pessoas comuns tinham sobre o direito constitucional que entendemos, elas também fazem parte dessa história constitucional e a enriquecem.
Traditional constitutional history favors expert voices and a statist view of law. Its favorite sources are, logically, the official ones. Most of the Argentine constitutional history does not deviate from this description. It focuses on the 19th century, prioritizes secondary sources, legitimizes power without questioning it, and reproduces an abstraction that hides the previous exclusion of groups such as women, workers, and indigenous people, among others. Inspired by the perspective of the critical legal history and history "from below", this text aims to highlight the importance of revisiting constitutional history by recovering unqualified voices of law such as that of the popular classes. To illustrate this, it presents the case of the Argentine constitutional experience of 1949. In this context, hundreds of collectives presented petitions to the constituent assembly in Buenos Aires, expressing their proposals for constitutional reform in a largely spontaneous manner. What these demonstrations show are the meanings and expectations that these ordinary people had about the constitutional law that, we understand, they are also part of that constitutional history and enrich it.
A história constitucional mais tradicional favorece vozes de especialistas e a visão estatista do direito. Suas fontes favoritas são, logicamente, as oficiais. A maior parte da história constitucional argentina não se desvia dessa descrição. Centra-se no século XIX, prioriza fontes secundárias, legitima o poder sem questionálo e reproduz uma abstração que oculta a exclusão anterior de grupos como mulheres, trabalhadores, indígenas, entre outros. Inspirado na perspectiva da história crítica do direito e da história “de baixo para cima”, este texto tem como objetivo destacar a importância de revisitar a história constitucional recuperando vozes não qualificadas do direito como a das classes populares. Para ilustrar isso, apresenta o caso da experiência constitucional argentina de 1949. Nesse contexto, centenas de coletivos apresentaram petições à assembleia constituinte, expressando suas propostas de reforma constitucional de forma bastante espontânea. O que essas manifestações mostram são os significados e expectativas que essas pessoas comuns tinham sobre o direito constitucional que entendemos, elas também fazem parte dessa história constitucional e a enriquecem.
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