Geografías posthumanas: ¿Cómo alimentar un cuerpo muerto?

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Fecha
12/2024
Editorial
Instituto Latinoamericano de Estudios Críticos Animales
Revista
Revista Latinoamericana de Estudios Críticos Animales
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Institución organizadora
ISSN
2346-920X
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Idioma
Español
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Resumen
En este trabajo exploro una cartografía del duelo desde mi propia biografía. El género ensayo me posibilita pensar de forma anti sistemática entre los límites de la filosofía y el psicoanálisis. A partir del objetivo de establecer un espacio de encuentro con mi abuela muerta comienzo un camino de interrogantes sobre las posibilidades del conocimiento. Reviso desde Nietzsche los prejuicios morales que establecen límites y jerarquizan la vida humana y el mundo de los vivos. Luego, analizo la ecología de los sentires de Despret como ejercicio de disponibilidad hacia los seres invisibles. Reflexiono sobre la utilidad de esta teoría frente a la deconstrucción de Derrida, a formas virtuales de teleduelo, a la versión de Freud del duelo y su revisión realizada por Allocuh. Esta confrontación no se realiza en función de una objetividad a priori, sino desde mi situación geográfica; en la intemperie de las fronteras de lo propiamente humano.
Neste trabalho, exploro uma cartografia do luto a partir da minha própria biografia. O gênero ensaio me possibilita pensar de forma antissistemática entre os limites da filosofia e da psicanálise. Com o objetivo de estabelecer um espaço de encontro com minha avó falecida, inicio um caminho de questionamentos sobre as possibilidades do conhecimento. Reviso, com base em Nietzsche, os preconceitos morais que estabelecem limites e hierarquizam a vida humana e o mundo dos vivos. Em seguida, analiso a ecologia dos afetos de Despret como um exercício de disponibilidade para os seres invisíveis. Reflito sobre a utilidade dessa teoria em contraste com a desconstrução de Derrida, as formas virtuais de teleluto, a versão de Freud sobre o luto e sua revisão realizada por Allocuh. Essa confrontação não se dá com base em uma objetividade a priori, mas sim a partir da minha situação geográfica: na intempérie das fronteiras do propriamente humano.
In this work, I explore a cartography of mourning through my own biography. The essay genre allows me to think in an anti-systematic way at the intersection of philosophy and psychoanalysis. With the goal of creating a space to meet my deceased grandmother, I embark on a path of questioning the possibilities of knowledge. Drawing on Nietzsche, I examine the moral prejudices that establish boundaries and hierarchize human life and the world of living. I then analyze Despret's ecology of feelings as an exercise in openness toward invisible beings. I reflect on the usefulness of this theory in contrast to Derrida's deconstruction, virtual forms of telemourning, Freud's concept of mourning, and its reinterpretation by Allocuh. This confrontation does not arise from a priori objectivity but rather from my geographic situation: in the exposed boundaries of what is properly human.
Neste trabalho, exploro uma cartografia do luto a partir da minha própria biografia. O gênero ensaio me possibilita pensar de forma antissistemática entre os limites da filosofia e da psicanálise. Com o objetivo de estabelecer um espaço de encontro com minha avó falecida, inicio um caminho de questionamentos sobre as possibilidades do conhecimento. Reviso, com base em Nietzsche, os preconceitos morais que estabelecem limites e hierarquizam a vida humana e o mundo dos vivos. Em seguida, analiso a ecologia dos afetos de Despret como um exercício de disponibilidade para os seres invisíveis. Reflito sobre a utilidade dessa teoria em contraste com a desconstrução de Derrida, as formas virtuais de teleluto, a versão de Freud sobre o luto e sua revisão realizada por Allocuh. Essa confrontação não se dá com base em uma objetividade a priori, mas sim a partir da minha situação geográfica: na intempérie das fronteiras do propriamente humano.
In this work, I explore a cartography of mourning through my own biography. The essay genre allows me to think in an anti-systematic way at the intersection of philosophy and psychoanalysis. With the goal of creating a space to meet my deceased grandmother, I embark on a path of questioning the possibilities of knowledge. Drawing on Nietzsche, I examine the moral prejudices that establish boundaries and hierarchize human life and the world of living. I then analyze Despret's ecology of feelings as an exercise in openness toward invisible beings. I reflect on the usefulness of this theory in contrast to Derrida's deconstruction, virtual forms of telemourning, Freud's concept of mourning, and its reinterpretation by Allocuh. This confrontation does not arise from a priori objectivity but rather from my geographic situation: in the exposed boundaries of what is properly human.
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