¿Es posible conservar una Salamanca?: Reflexiones sobre arqueología, conservación y usos locales del patrimonio desde una cueva con arte rupestre de Catamarca
; Rodríguez de Marco, Melisa Estefanía
; Gastaldi, Marcos Roman
; Quesada, Marcos Nicolás 
Otros responsables
Fecha
02/2022
Editorial
Universidad de Buenos Aires. Facultad de Filosofía y Letras. Instituto de Ciencias Antropológicas
Revista
Runa
Título del libro
Nombre del evento
Fecha del evento
Institución organizadora
ISSN
0325-1217
eISSN
1851-9628
ISBN
Idioma
Español
Tipo del evento
Clasificación temática
Palabras clave
Resumen
Este trabajo se concentra en una cueva con arte rupestre ubicada en la provincia de Catamarca del noroeste argentino. Pero dicho abrigo rocoso es mucho más que un sitio arqueológico; también es una potente salamanca, evento/lugar de adquisición de dones extraordinarios mediante pactos diabólicos. Frente a este caso de estudio paradigmático, nos preguntamos: ¿es posible conservar una salamanca? A partir de dicho interrogante y de nuestra particular experiencia al visitar la cueva, este trabajo tiene como objetivo discutir y reflexionar sobre los alcances, tensiones y disputas en torno a las nociones de patrimonio y conservación, pero también sobre las afectaciones en el trabajo de campo. ¿Cómo deberíamos actuar, en tanto arqueologxs, frente a las implicancias legales de proteger el “sitio arqueológico”? ¿Es posible conciliar dichas acciones de conservación/restauración con los usos actuales de la cueva? ¿En qué medida el abrigo es solo un “sitio arqueológico”? Enredadxs en estas preguntas, a lo largo de este ensayo presentamos algunos puntos problemáticos en donde se anudan la conservación, la arqueología y los usos locales del patrimonio.
This work describes and analyzes an extraordinary ethnographic experience within the framework of an archaeological survey of a cave with rock art located in the province of Catamarca, northwestern Argentina. This rocky shelter is considered, on the one hand, as an archaeological site with patrimonial value; but it is also a powerful salamanca, event / place of acquisition of extraordinary gifts through diabolical pacts. Faced with this paradigmatic study case, we ask ourselves: is it possible to conserve a salamanca? Based on this question and our particular experience visiting the cave, this paper aims to discuss and reflect about the scopes, tensions and disputes around notions of heritage and conservation, but also on the affects produce in fieldworks. How should we act, as archaeologists, in relation with the legal implications of protecting the “archaeological site”? Is it possible to reconcile such conservation/restoration actions with the current uses of the cave? Is the shelter only an “archaeological site”? In the course of this essay, we present some problematic points where conservation, Archaeology and local uses of heritage meet.
Este trabalho descreve e analisa uma extraordinária experiência etnográfica no âmbito de um levantamento arqueológico em uma caverna com arte rupestre localizada na província de Catamarca, no noroeste da Argentina. Este abrigo rochoso é considerado, por um lado, como um sítio arqueológico de valor patrimonial; mas também é uma salamanca poderosa, evento / local de aquisição de dons extraordinários através de pactos diabólicos. Diante desse estudo de caso paradigmático, nos perguntamos: é possível manter uma Salamanca? Com base nessa questão e na nossa experiência particular de visita à caverna, este trabalho tem como objetivo discutir e refletir sobre a abrangência, tensões e disputas em torno das noções de patrimônio e conservação, mas também sobre os efeitos no trabalho de campo. Como devemos agir, como arqueólogos, diante das implicações jurídicas da proteção do “sítio arqueológico”? É possível conciliar essas ações de conservação / restauração com os usos atuais da caverna? Até que ponto o abrigo é apenas um “sítio arqueológico”? Envolvidos nessas questões, ao longo deste ensaio apresentamos alguns pontos problemáticos onde se cruzam a conservação, a arqueologia e os usos locais do patrimônio.
This work describes and analyzes an extraordinary ethnographic experience within the framework of an archaeological survey of a cave with rock art located in the province of Catamarca, northwestern Argentina. This rocky shelter is considered, on the one hand, as an archaeological site with patrimonial value; but it is also a powerful salamanca, event / place of acquisition of extraordinary gifts through diabolical pacts. Faced with this paradigmatic study case, we ask ourselves: is it possible to conserve a salamanca? Based on this question and our particular experience visiting the cave, this paper aims to discuss and reflect about the scopes, tensions and disputes around notions of heritage and conservation, but also on the affects produce in fieldworks. How should we act, as archaeologists, in relation with the legal implications of protecting the “archaeological site”? Is it possible to reconcile such conservation/restoration actions with the current uses of the cave? Is the shelter only an “archaeological site”? In the course of this essay, we present some problematic points where conservation, Archaeology and local uses of heritage meet.
Este trabalho descreve e analisa uma extraordinária experiência etnográfica no âmbito de um levantamento arqueológico em uma caverna com arte rupestre localizada na província de Catamarca, no noroeste da Argentina. Este abrigo rochoso é considerado, por um lado, como um sítio arqueológico de valor patrimonial; mas também é uma salamanca poderosa, evento / local de aquisição de dons extraordinários através de pactos diabólicos. Diante desse estudo de caso paradigmático, nos perguntamos: é possível manter uma Salamanca? Com base nessa questão e na nossa experiência particular de visita à caverna, este trabalho tem como objetivo discutir e refletir sobre a abrangência, tensões e disputas em torno das noções de patrimônio e conservação, mas também sobre os efeitos no trabalho de campo. Como devemos agir, como arqueólogos, diante das implicações jurídicas da proteção do “sítio arqueológico”? É possível conciliar essas ações de conservação / restauração com os usos atuais da caverna? Até que ponto o abrigo é apenas um “sítio arqueológico”? Envolvidos nessas questões, ao longo deste ensaio apresentamos alguns pontos problemáticos onde se cruzam a conservação, a arqueologia e os usos locais do patrimônio.
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