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A vida nas paredes pobres: sentidos, usos e contradições da street art enquanto política urbano-cultural

Abalos Júnior, José Luís Icon

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Fecha

08/2022

Editorial

Universidade Federal Fluminense

Revista

Antropolitica

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ISSN

1414-7378

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Idioma

Portugués

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Resumen

Ao andar pelas ruas de bairros afastados da região central de Lisboa, não é difícil deparar com grandes murais que compõem uma nova estética urbana em bairros periféricos. A cidade que se pensa colorida, regada pelas margens do rio Tejo, fez do colorido dos muros uma política de descentralização urbano-cultural através da criação de espaços como a Galeria de Arte Urbana (GAU), que funciona desde 2008 para promover a street art. Neste artigo busco debater os sentidos, usos e contradições que envolveram três experiências de realização do Festival Muro em bairros sociais, afastados da centralidade turística do território lisboeta. Através de uma etnografia de processos visuais em contradição, busquei perceber os efeitos que tais projetos de transformação da paisagem tiveram na vida dos bairros. Por fim, reflito sobre os possíveis impactos desses grandes projetos de muralismo vinculados tanto à descentralização cultural, quanto ao desenvolvimento urbano.
Walking through the streets of distant neighborhoods in the central region of Lisbon, it is not difficult to come across large murals that make up a new urban aesthetic in peripheral neighborhoods. The city that thinks it’s colorful, watered by the banks of the Tejo River, turned the color of the walls into a policy of urban-cultural decentralization through the creation of spaces such as the Galeria de Arte Urbana (GAU), which has been operating since 2008 to promote street art. In this article I intend to discuss the meanings, uses and contradictions that involved three experiences of holding the Muro Festival in social neighborhoods, far from the tourist centrality of Lisbon’s territory. Through an ethnography of contradictory visual processes, I tried to understand the effects that such landscape transformation projects had on neighborhood life. Finally, I reflect on the possible impacts of these large mural projects linked to both cultural decentralization and urban development.

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