Los años setenta en las memorias de los actores agrarios pampeanos: entre omisiones, miradas fragmentadas y reivindicación del orden

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Fecha
03/2026
Editorial
Universidad Nacional de Cuyo. Facultad de Filosofía y Letras. Instituto Multidisciplinario de Estudios Sociales Contemporáneos
Revista
Estudios Sociales Contemporáneos
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Institución organizadora
ISSN
eISSN
2451-5965
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Idioma
Español
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Resumen
El presente trabajo analiza las memorias de los actores agrarios pampeanos sobre los años setenta, con un foco principal en la última dictadura militar, sin dejar de considerar el interregno democrático previo (1973-1976). Desde la perspectiva de la memoria como campo de disputa, se examina qué narrativas construyen los actores agrarios y cómo influyen en ellas los discursos públicos y las experiencias vividas o transmitidas. Basado en entrevistas realizadas entre 2023 y 2025 en pequeñas y medianas localidades de la provincia de Buenos Aires, el estudio evidencia la ausencia de una “memoria agraria” compartida: predominan relatos fragmentarios en los que la especificidad rural y/o sectorial apenas aparece. Sobre el período 1973-1976 predomina el olvido, pese a la intensa conflictividad agraria que lo caracterizó. En cuanto a la última dictadura, las narrativas se distinguen por la escasa condena al régimen militar, la reivindicación del orden impuesto durante el período y la insistencia en la diferencia entre la experiencia en las grandes y pequeñas ciudades. En relación con los discursos públicos, se identifican principalmente sentidos liberales-conservadores y algunas inflexiones neoliberales, sin que se estructure un relato histórico coherente. Tanto los dichos como los silencios ponen de relieve la singularidad de las experiencias locales y el peso persistente del anti-peronismo en el agro pampeano.
This paper analyses the memories of agricultural actors in the Pampas region during the 1970s, focusing primarily on the last military dictatorship, while also considering the previous democratic interregnum (1973–1976). From the perspective of memory as a field of dispute, it examines the narratives constructed by agricultural actors and how they are influenced by public discourse and lived or transmitted experiences. Based on interviews conducted between 2023 and 2025 in small and medium-sized towns in the province of Buenos Aires, the study reveals the absence of a shared 'agricultural memory': fragmentary accounts predominate, in which rural and/or sectoral specificity barely appears. The democratic period from 1973 to 1976 is largely forgotten, despite the intense agrarian conflict that characterised it. As for the dictatorship, the narratives are distinguished by their lack of condemnation of the military regime, their vindication of the order imposed during the period, and their insistence on the supposed difference between the experience in large and small cities. In relation to public discourse, liberal-conservative sentiments and some neoliberal inflections are mainly identified, without a coherent historical narrative being structured. Both what is said and what is left unsaid highlight the uniqueness of local experiences and the persistent weight of anti-Peronism in the Pampas countryside.
O presente trabalho analisa as memórias dos atores agrários pampeanos sobre os anos 70, com foco principal na última ditadura militar, sem deixar de considerar o interregno democrático anterior (1973-1976). A partir da perspectiva da memória como campo de disputa, examina-se quais narrativas os atores agrários constroem e como elas são influenciadas pelos discursos públicos e pelas experiências vividas ou transmitidas. Com base em entrevistas realizadas entre 2023 e 2025 em pequenas e médias localidades da província de Buenos Aires, o estudo evidencia a ausência de uma "memória agrária" compartilhada: predominam relatos fragmentários nos quais a especificidade rural e/ou setorial mal aparece. Sobre o período democrático de 1973-1976, predomina o esquecimento, apesar da intensa conflituosidade agrária que o caracterizou. Quanto à ditadura, as narrativas se distinguem pela escassa condenação ao regime militar, pela reivindicação da ordem imposta durante o período e pela insistência na suposta diferença entre a experiência nas grandes e pequenas cidades. Em relação aos discursos públicos, identificam-se principalmente sentidos liberais-conservadores e algumas inflexões neoliberais, sem que se estruture um relato histórico coerente. Tanto as palavras como os silêncios destacam a singularidade das experiências locais e o peso persistente do antiperonismo na agricultura pampeana.
This paper analyses the memories of agricultural actors in the Pampas region during the 1970s, focusing primarily on the last military dictatorship, while also considering the previous democratic interregnum (1973–1976). From the perspective of memory as a field of dispute, it examines the narratives constructed by agricultural actors and how they are influenced by public discourse and lived or transmitted experiences. Based on interviews conducted between 2023 and 2025 in small and medium-sized towns in the province of Buenos Aires, the study reveals the absence of a shared 'agricultural memory': fragmentary accounts predominate, in which rural and/or sectoral specificity barely appears. The democratic period from 1973 to 1976 is largely forgotten, despite the intense agrarian conflict that characterised it. As for the dictatorship, the narratives are distinguished by their lack of condemnation of the military regime, their vindication of the order imposed during the period, and their insistence on the supposed difference between the experience in large and small cities. In relation to public discourse, liberal-conservative sentiments and some neoliberal inflections are mainly identified, without a coherent historical narrative being structured. Both what is said and what is left unsaid highlight the uniqueness of local experiences and the persistent weight of anti-Peronism in the Pampas countryside.
O presente trabalho analisa as memórias dos atores agrários pampeanos sobre os anos 70, com foco principal na última ditadura militar, sem deixar de considerar o interregno democrático anterior (1973-1976). A partir da perspectiva da memória como campo de disputa, examina-se quais narrativas os atores agrários constroem e como elas são influenciadas pelos discursos públicos e pelas experiências vividas ou transmitidas. Com base em entrevistas realizadas entre 2023 e 2025 em pequenas e médias localidades da província de Buenos Aires, o estudo evidencia a ausência de uma "memória agrária" compartilhada: predominam relatos fragmentários nos quais a especificidade rural e/ou setorial mal aparece. Sobre o período democrático de 1973-1976, predomina o esquecimento, apesar da intensa conflituosidade agrária que o caracterizou. Quanto à ditadura, as narrativas se distinguem pela escassa condenação ao regime militar, pela reivindicação da ordem imposta durante o período e pela insistência na suposta diferença entre a experiência nas grandes e pequenas cidades. Em relação aos discursos públicos, identificam-se principalmente sentidos liberais-conservadores e algumas inflexões neoliberais, sem que se estruture um relato histórico coerente. Tanto as palavras como os silêncios destacam a singularidade das experiências locais e o peso persistente do antiperonismo na agricultura pampeana.
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