Ser o no ser: la cuestión del reconocimiento de la violencia y el estigma en los espacios de atención para hombres que ejercieron violencia contra las mujeres en la pareja

Otros responsables
Fecha
12/2021
Editorial
Centro de Estudios e Investigaciones Laborales. Consejo Nacional de Investigaciones Científicas y Técnicas; Centro de Investigación y Estudios Superiores en Antropología Social. Consejo Nacional de Ciencia y Tecnologia
Revista
Revista Latinoamericana de Antropología del Trabajo
Título del libro
Nombre del evento
Fecha del evento
Institución organizadora
ISSN
2591-2755
eISSN
2591-2755
ISBN
Idioma
Español
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Resumen
A partir de dos investigaciones cualitativas, una con hombres que han ejercido violencia contra las mujeres en la pareja, y otra con profesionales que trabajan con ellos en diferentes espacios de atención en la provincia de Buenos Aires (Argentina), este artículo se propone analizar cómo impactan el contexto social y el entramado de relaciones sociales e institucionales en el reconocimiento de la violencia por parte de los hombres que la ejercen, y en los y las profesionales que integran los espacios de atención. Veremos que las resistencias a reconocer el ejercicio de la violencia pueden no limitarse exclusivamente a causas psicopatológicas o vinculadas a la relación entre masculinidad y violencia, sino tratarse como parte de un proceso donde las dimensiones sociales, interaccionales y subjetivas se intersectan, especialmente en un contexto de profunda transformación social con respecto a la violencia. Las resistencias pueden deberse al desconocimiento de las consecuencias que supone reconocer la violencia en casos judicializados, a las dificultades para reconocerse en la “caricatura del maltratador”, o al temor al impacto que podría tener la exposición del “atributo” de la violencia en diferentes aspectos de sus vidas. Identificar la diversidad de causas de estas resistencias puede ayudar a precisar el trabajo de los espacios de atención e incidir en el proceso de transformación al que se enfrentas los hombres que participan de ellos.
Based on two different qualitative researchs, one with men who have exercised violence against their women partners, and another with professionals of men´s programs in Buenos Aires (Argentina), this article aims to analyze how the social context and the framework of social and institutional relationships impact in the men´s recognition of violence, and in the professionals who work with them. We might consider that the resistances on recognition may not be limited exclusively to psychopathological causes or linked to the rela - tionship between masculinity and violence, but rather be treated as part of a process where the social, interactional and subjective factors intersect, especially in a context of profound social transformation regarding violence. Resistances may be due to ignorance about the consequences of recognizing violence in judicialized cases, difficulties in recognizing oneself in the "caricature of the abuser", or fear of the impact that exposure of the "attribute" of violence could have in different aspects of their lives. Through the identification of the causes of these resistances, programs can improve their work and the transformation process faced by the men who participate in them.
A partir de duas investigações qualitativas, uma com homens que exerceram violência contra suas parceiras, e outra com profissionais de diferentes espaços de atenção na Província de Buenos Aires (Argentina), este artigo tem como objetivo analisar como impactam o contexto social e o rede das relações sociais e institucionais no reconhecimento da violência pelos homens que a exercem e pelos profissionais que compõem os espaços de atençao. Veremos que a resistência em reconhecer o exercício da violência pode não se limitar exclusivamente a causas psicopatológicas ou estar ligada à relação entre masculinidade e violência, mas sim ser tratada como parte de um processo onde o social, interacional e fatores subjetivos se cruzam, especialmente em um contexto de profunda transformação social no que diz respeito à violência. A resistência pode ser decorrente do desconhecimento das consequências do reconhecimento da violência em casos judicializados, da dificuldade de se reconhecer na "caricatura do agressor", ou do medo do impacto que a exposição do "atributo" da violência poderia ter em diferentes aspectos de suas vidas. Por meio da identificação das causas dessas resistências, os programas podem aprimorar seu trabalho e o processo de transformação enfrentado pelos homens que deles participam.
Based on two different qualitative researchs, one with men who have exercised violence against their women partners, and another with professionals of men´s programs in Buenos Aires (Argentina), this article aims to analyze how the social context and the framework of social and institutional relationships impact in the men´s recognition of violence, and in the professionals who work with them. We might consider that the resistances on recognition may not be limited exclusively to psychopathological causes or linked to the rela - tionship between masculinity and violence, but rather be treated as part of a process where the social, interactional and subjective factors intersect, especially in a context of profound social transformation regarding violence. Resistances may be due to ignorance about the consequences of recognizing violence in judicialized cases, difficulties in recognizing oneself in the "caricature of the abuser", or fear of the impact that exposure of the "attribute" of violence could have in different aspects of their lives. Through the identification of the causes of these resistances, programs can improve their work and the transformation process faced by the men who participate in them.
A partir de duas investigações qualitativas, uma com homens que exerceram violência contra suas parceiras, e outra com profissionais de diferentes espaços de atenção na Província de Buenos Aires (Argentina), este artigo tem como objetivo analisar como impactam o contexto social e o rede das relações sociais e institucionais no reconhecimento da violência pelos homens que a exercem e pelos profissionais que compõem os espaços de atençao. Veremos que a resistência em reconhecer o exercício da violência pode não se limitar exclusivamente a causas psicopatológicas ou estar ligada à relação entre masculinidade e violência, mas sim ser tratada como parte de um processo onde o social, interacional e fatores subjetivos se cruzam, especialmente em um contexto de profunda transformação social no que diz respeito à violência. A resistência pode ser decorrente do desconhecimento das consequências do reconhecimento da violência em casos judicializados, da dificuldade de se reconhecer na "caricatura do agressor", ou do medo do impacto que a exposição do "atributo" da violência poderia ter em diferentes aspectos de suas vidas. Por meio da identificação das causas dessas resistências, os programas podem aprimorar seu trabalho e o processo de transformação enfrentado pelos homens que deles participam.
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