Trabajar la tierra, el ‘cultivo’ de sí y del ambiente: La construcción de una ética no religiosa en huertas comunitarias en Brasil y Argentina
; Paccillo, Giovanna Otros responsables
Fecha
2025-09-29
Editorial
Universidade Estadual de Campinas. Departamento de Antropologia
Revista
Ciencias Sociales y Religión
Título del libro
Nombre del evento
Fecha del evento
Institución organizadora
ISSN
1982-2650
eISSN
ISBN
Idioma
Español
Tipo del evento
Clasificación temática
Palabras clave
Resumen
Este trabajo propone analizar las prácticas cotidianas de personas que participan en huertas comunitarias en Brasil y Argentina, explorando los sentidos y significados atribuidos. Se busca profundizar la comprensión en torno a cómo conciben su relación con la naturaleza, los seres no humanos y la sociedad, e identificar el rol que desempeñan nociones como soberanía alimentaria y agroecología dentro de estas prácticas. Se recuperan datos construidos a partir de 34 entrevistas semi-estructuradas realizadas durante los años 2021-2022, adoptando un enfoque de la (no)religión vivida. Se argumenta que estas prácticas cotidianas contribuyen a la construcción de un espacio y una ética común; las y los participantes viven esta ética a través del trabajo con la tierra y habitando la huerta comunitaria a través de lógicas colectivas y horizontales. A su vez, la concepción de naturaleza reconfigura la manera de relacionarse, basándose en el respeto, cuidado y reconocimiento como parte de la misma.
Este trabalho se propõe a analisar as práticas cotidianas de pessoas que participam de hortas comunitárias no Brasil e na Argentina, explorando os sentidos e significados que são atribuídos. Busca-se aprofundar a compreensão em torno de como são concebidas as relações entre os seres humanos e a natureza, os seres humanos e a sociedade, e identificar o papel que desempenham noções como soberanía alimentar e agroecología dentro dessas práticas. Os dados usados foram construídos a partir de 34 entrevistas semi-estruturadas realizadas durante os anos de 2021 e 2022, adotando uma perspectiva da (não)religião vivida. Argumenta-se que essas práticas cotidianas contribuem para a construção de um espaço e uma ética comum: aqueles que participan das hortas vivem essa ética a partir do trabalho com a terra e habitando a horta comunitaria através de lógicas coletivas e horizontais. Assim, a noção de natureza reconfigura a maneira de se relacionar, tendo como base o respeito, cuidado e reconhecimento de si como parte da mesma.
This paper aims to analyze the everyday practices of people who participate in community gardens in Brazil and Argentina, exploring the meanings and interpretations attributed to them. It seeks to deepen the understanding of how relationships between humans and nature, and between humans and society, are conceived, as well as to identify the role played by notions such as food sovereignty and agroecology within these practices. The data were constructed from 34 semi-structured interviews conducted during 2021 and 2022, adopting a lived (non)religion perspective. It is argued that these everyday practices contribute to the construction of a shared space and ethic: those who take part in the gardens enact this ethic through working with the soil and inhabiting the community garden according to collective and horizontal logics. In this sense, the notion of nature reconfigures relational modes, grounded in respect, care, and the recognition of oneself as part of it.
Este trabalho se propõe a analisar as práticas cotidianas de pessoas que participam de hortas comunitárias no Brasil e na Argentina, explorando os sentidos e significados que são atribuídos. Busca-se aprofundar a compreensão em torno de como são concebidas as relações entre os seres humanos e a natureza, os seres humanos e a sociedade, e identificar o papel que desempenham noções como soberanía alimentar e agroecología dentro dessas práticas. Os dados usados foram construídos a partir de 34 entrevistas semi-estruturadas realizadas durante os anos de 2021 e 2022, adotando uma perspectiva da (não)religião vivida. Argumenta-se que essas práticas cotidianas contribuem para a construção de um espaço e uma ética comum: aqueles que participan das hortas vivem essa ética a partir do trabalho com a terra e habitando a horta comunitaria através de lógicas coletivas e horizontais. Assim, a noção de natureza reconfigura a maneira de se relacionar, tendo como base o respeito, cuidado e reconhecimento de si como parte da mesma.
This paper aims to analyze the everyday practices of people who participate in community gardens in Brazil and Argentina, exploring the meanings and interpretations attributed to them. It seeks to deepen the understanding of how relationships between humans and nature, and between humans and society, are conceived, as well as to identify the role played by notions such as food sovereignty and agroecology within these practices. The data were constructed from 34 semi-structured interviews conducted during 2021 and 2022, adopting a lived (non)religion perspective. It is argued that these everyday practices contribute to the construction of a shared space and ethic: those who take part in the gardens enact this ethic through working with the soil and inhabiting the community garden according to collective and horizontal logics. In this sense, the notion of nature reconfigures relational modes, grounded in respect, care, and the recognition of oneself as part of it.
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