Las comunas de Marx: Tiempo y revolución

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Fecha
10/2019
Editorial
Universidad de Buenos Aires. Facultad de Ciencias Sociales
Revista
Sociedad
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ISSN
eISSN
2618-3137
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Español
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Resumen
El artículo indaga en la relación entre tiempo y revolución en la obra de Marx, a partir de sus análisis de los sucesos de la Comuna de París, y de su intercambio con los populistas rusos a propósito de las comunas rurales en dicho país. El artículo argumenta que a partir de estos trabajos de Marx es posible pensar una teoría de la revolución entendida como crítica de la temporalidad lineal y ascendente y como ruptura e interrupción de las tendencias históricas. Asimismo, es posible postular un Marx que piensa la Modernidad en sus complejidades internas, al contrario del presunto universalismo abstracto que a veces se le atribuye. El artículo se cierra considerando que recuperar un Marx lector de las fracturas internas de la Modernidad es fundamental para sostener críticamente pretensiones universales, cuando en la actualidad tienen más fuerza discursosparticularistas.
The article explores the relationship between time and revolution in Marx’s work, from his analysis of the events of the Paris Commune, and his exchange with the Russian populists about rural communes in that country. The article argues that from these works of Marx it is possible to think a theory of revolution understood as a critique of linear and ascending temporality and as a rupture and interruption of historical tendencies. It is also possible to postulate a Marx who thinks Modernity in its internal complexities, contrary to the alleged abstract universalism that is sometimes attributed to it. The article closes considering that recovering a Marx reader of the internal fractures of Modernity is fundamental to critically sustain universal pretensions, when today particularist speeches have more force.
O artigo explora a relação entre tempo e revolução na obra de Marx, partindo de sua análise dos eventos da Comuna de Paris e de seu intercâmbio com os populistas russos sobre as comunas rurais daquele país. O artigo argumenta que, sobre a base dessas obras de Marx, é possível pensar em uma teoria da revolução entendida como uma crítica à temporalidade linear e ascendente e como ruptura e interrupção de tendências históricas. Também é possível considerar um Marx que pensa a modernidade em suas complexidades internas, contrariando o suposto universalismo abstrato que às vezes lhe é atribuído. O artigo conclui que hoje, quando têm mais força discursos particularistas, é fundamental recuperar esse Marx, leitor das fraturas internas da Modernidade, para sustentar criticamente pretensões universais.
The article explores the relationship between time and revolution in Marx’s work, from his analysis of the events of the Paris Commune, and his exchange with the Russian populists about rural communes in that country. The article argues that from these works of Marx it is possible to think a theory of revolution understood as a critique of linear and ascending temporality and as a rupture and interruption of historical tendencies. It is also possible to postulate a Marx who thinks Modernity in its internal complexities, contrary to the alleged abstract universalism that is sometimes attributed to it. The article closes considering that recovering a Marx reader of the internal fractures of Modernity is fundamental to critically sustain universal pretensions, when today particularist speeches have more force.
O artigo explora a relação entre tempo e revolução na obra de Marx, partindo de sua análise dos eventos da Comuna de Paris e de seu intercâmbio com os populistas russos sobre as comunas rurais daquele país. O artigo argumenta que, sobre a base dessas obras de Marx, é possível pensar em uma teoria da revolução entendida como uma crítica à temporalidade linear e ascendente e como ruptura e interrupção de tendências históricas. Também é possível considerar um Marx que pensa a modernidade em suas complexidades internas, contrariando o suposto universalismo abstrato que às vezes lhe é atribuído. O artigo conclui que hoje, quando têm mais força discursos particularistas, é fundamental recuperar esse Marx, leitor das fraturas internas da Modernidade, para sustentar criticamente pretensões universais.
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