Migraciones y cuidado en las quintas hortícolas de General Pueyrredón: Entre el “trabajo infantil” y los accidentes

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Fecha
10/2022
Editorial
Universidade de Brasília
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2594-7443
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Español
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Resumen
En este artículo analizamos los sentidos que adquiere el trabajo de cuidado realizadopor mujeres migrantes bolivianas y sus hijas en las quintas hortícolas de GeneralPueyrredón, Argentina. En general, la vivienda de las personas que realizan labores enestos espacios de trabajo se encuentra dentro de los predios donde están las quintas,lo que genera una superposición entre las tareas domésticas, de cuidado y para elmercado que realizan las mujeres allí. La circulación de los niños y niñas por losespacios de trabajo produce que ese cuidado tome “carácter público”, las personas nodeciden cómo cuidar de sus hijos/as solo en relación con sus necesidades, sino que loque se construye como “cuidado” está permeado por los diálogos entre las migrantes ylos agentes estatales que intervienen. Como analizaremos en el artículo, los sentidos ypreocupaciones que se instalan son diversos. Mientras que los/as agentes sepreocupan por la existencia de “trabajo infantil”, los/as migrantes atienden a laposibilidad de que sus hijos/as sufran accidentes. En ese contexto, se construyendiscursos sobre los/as migrantes que los/as ubican en una situación de vigilancia quesupone que deben ser educados/as para comprender las formas correctas de criar ycuidar, mientras hacen lo que está a su alcance para cuidar de sus hijos/as mientrastrabajan en la horticultura.
Neste artigo analisamos os significados adquiridos pelo trabalho de cuidado realizado por mulheres migrantes bolivianas e suas filhas nas fazendas hortícolas de General Pueyrredón, Argentina. Em geral, a moradia das pessoas que exercem o trabalho nesses espaços de trabalho está localizada dentro das fazendas, o que gera uma sobreposição entre as tarefas domésticas, de cuidado e de mercado que as mulheres ali realizam. A circulação de meninos e meninas pelos espaços de trabalho faz com que esse cuidado assuma um “caráter público”, as pessoas não decidem como cuidar de seus filhos apenas em relação às suas necessidades, mas o que se constrói como “cuidado” é permeado pelos diálogos entre os migrantes e os agentes estatais que intervêm. Conforme analisaremos no artigo, os significados e inquietações que se instalam são diversos. Enquanto os agentes se preocupam com a existência de “trabalho infantil”, os migrantes atentam para a possibilidade de seus filhos sofrerem acidentes. Nesse contexto, são construídos discursos sobre os migrantes que os colocam em uma situação de vigilância que pressupõe que eles devem ser educados para compreender as formas corretas de criar e cuidar, fazendo o que está ao seu alcance para cuidar de seus filhos enquanto trabalham.
Neste artigo analisamos os significados adquiridos pelo trabalho de cuidado realizado por mulheres migrantes bolivianas e suas filhas nas fazendas hortícolas de General Pueyrredón, Argentina. Em geral, a moradia das pessoas que exercem o trabalho nesses espaços de trabalho está localizada dentro das fazendas, o que gera uma sobreposição entre as tarefas domésticas, de cuidado e de mercado que as mulheres ali realizam. A circulação de meninos e meninas pelos espaços de trabalho faz com que esse cuidado assuma um “caráter público”, as pessoas não decidem como cuidar de seus filhos apenas em relação às suas necessidades, mas o que se constrói como “cuidado” é permeado pelos diálogos entre os migrantes e os agentes estatais que intervêm. Conforme analisaremos no artigo, os significados e inquietações que se instalam são diversos. Enquanto os agentes se preocupam com a existência de “trabalho infantil”, os migrantes atentam para a possibilidade de seus filhos sofrerem acidentes. Nesse contexto, são construídos discursos sobre os migrantes que os colocam em uma situação de vigilância que pressupõe que eles devem ser educados para compreender as formas corretas de criar e cuidar, fazendo o que está ao seu alcance para cuidar de seus filhos enquanto trabalham.
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