Mujeres guardabarreras del ferrocarril en los cruces entre el trabajo y la vida familiar: Jornada laboral, modalidades y saberes tácitos (Argentina, primera mitad del siglo XX)

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Fecha
06/2023
Editorial
Centro de Estudios e Investigaciones Laborales; Centro de Investigación y Estudios Superiores en Antropología Social
Revista
Revista Latinoamericana de Antropología del Trabajo
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Institución organizadora
ISSN
eISSN
2591-2755
ISBN
Idioma
Español
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Clasificación temática
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Resumen
El articulo analiza el caso de las trabajadoras que durante la primera parte del siglo XX se desempeñaron como guardabarreras del ferrocarril. Más especificamente, el objetivo consiste en examinar las caracteristicas de esta singular tarea que entrecruza vida familiar y vida laboral centrándose en la jornada laboral, las modalidades de trabajo y los saberes tácitos implicados. Se argumenta que, en un contexto en el cual el trabajo femenino era objeto de debate público y de protección especial, el hecho de que las tareas de guardabarreras se realizaban en las inmediaciones de la vivienda familiar funcionó como una habilitación para las mujeres en este entorno masculino. Asimismo, se sostiene que, desde el punto de vista de los funcionarios estatales, se construyeron significados en torno a esta tarea volviéndola una actividad que no era ni excesiva ni fatigante y que no requeria del trabajo nocturno. Como muestra el análisis, estos significados se alejaban de la realidad que muchas veces describia el trabajo en los pasos a nivel. Se identifica y analiza, además, tres modalidades bajo las cuales las mujeres participaron del trabajo de guardabarreras; esto es, matrimonios guardabarreras, mujeres solas y ayuda familiar. Bajo una perspectiva biográfica, el articulo se basa en el análisis documental de fuentes escritas de variado origen (empresariales, gubernamentales y prensa gráfica comercial) junto con testimonios orales de descendientes de las trabajadoras.
In this paper I analyse the case of women who, during the first half of the 20thcentury, worked as level crossing keepers. More specifically, the aim of this study is to examine the characteristics of this unique job which spans both family and working life, exploring the working day, labor modalities and tacit knowledge involved in this type of work. I argue that, in a context in which women’s work was a subject of public debate and special regulations, the fact that the crossing keepers’ duties were carried out in the immediate vicinity of the family home conferred a degree of authorization to the women in this male-dominated environment. Likewise, I assert that, from the point of view of state officials, representations were constructed around this particular role, portraying it as an activity that was neither excessive nor exhausting, and which did not require night work. As my analysis shows, these understandings were far removed from the reality that often characterised work on the level crossings. Furthermore, three modalities within which the women carried out their work as crossing keepers are identified and analysed: as part of a married couple, as single women, and as part of a family unit. Taking this biographical approach, the current study is based on document analysis of written archives from a variety of sources (companies, governmental, and the printed press), along with oral accounts from the descendants of the women workers.
Este artigo analisa o caso das trabalhadoras que durante a primeira parte do século XX exerceram como guarda cancela do trem de ferro. Mais especificamente, ele visa examinar as características desta singular tarefa que faz um entrecruzamento tanto da vida familiar e da vida de trabalho, para isso observam-se os dia de trabalho, modalidades e conhecimento tácito implicados. Argumenta-se que, num contexto no qual o trabalho feminino era objeto de debate público e de proteção especial, o fato de as tarefas de guarda cancela serem realizadas nas proximidades da moradia familiar funcionou como uma habilitação para as mulheres nesse entorno masculino. Aliás, sustenta-se que, do ponto de vista dos funcionários do estado, foram construídos significados acerca desta tarefa, tornando-a uma atividade que não era nem excessiva nem cansativa, e que não requeria do trabalho noturno. Conforme o mostra a análise, esses significados afastavam-se da realidade que muitas vezes o trabalho nas passagens de nível descrevia. Além do mais, são identificadas e analisadas três modalidades sob as quais as mulheres participaram do trabalho de guarda cancela; isto é, casais guarda cancelas, mulheres sozinhas e ajuda familiar. Sob uma perspectiva biográfica, o artículo baseia-se na analise documentária de fontes escritas de variada origem (empresariais, governamentais e imprensa gráfica comercial) junto com testemunhas orais de descendentes das trabalhadoras.
In this paper I analyse the case of women who, during the first half of the 20thcentury, worked as level crossing keepers. More specifically, the aim of this study is to examine the characteristics of this unique job which spans both family and working life, exploring the working day, labor modalities and tacit knowledge involved in this type of work. I argue that, in a context in which women’s work was a subject of public debate and special regulations, the fact that the crossing keepers’ duties were carried out in the immediate vicinity of the family home conferred a degree of authorization to the women in this male-dominated environment. Likewise, I assert that, from the point of view of state officials, representations were constructed around this particular role, portraying it as an activity that was neither excessive nor exhausting, and which did not require night work. As my analysis shows, these understandings were far removed from the reality that often characterised work on the level crossings. Furthermore, three modalities within which the women carried out their work as crossing keepers are identified and analysed: as part of a married couple, as single women, and as part of a family unit. Taking this biographical approach, the current study is based on document analysis of written archives from a variety of sources (companies, governmental, and the printed press), along with oral accounts from the descendants of the women workers.
Este artigo analisa o caso das trabalhadoras que durante a primeira parte do século XX exerceram como guarda cancela do trem de ferro. Mais especificamente, ele visa examinar as características desta singular tarefa que faz um entrecruzamento tanto da vida familiar e da vida de trabalho, para isso observam-se os dia de trabalho, modalidades e conhecimento tácito implicados. Argumenta-se que, num contexto no qual o trabalho feminino era objeto de debate público e de proteção especial, o fato de as tarefas de guarda cancela serem realizadas nas proximidades da moradia familiar funcionou como uma habilitação para as mulheres nesse entorno masculino. Aliás, sustenta-se que, do ponto de vista dos funcionários do estado, foram construídos significados acerca desta tarefa, tornando-a uma atividade que não era nem excessiva nem cansativa, e que não requeria do trabalho noturno. Conforme o mostra a análise, esses significados afastavam-se da realidade que muitas vezes o trabalho nas passagens de nível descrevia. Além do mais, são identificadas e analisadas três modalidades sob as quais as mulheres participaram do trabalho de guarda cancela; isto é, casais guarda cancelas, mulheres sozinhas e ajuda familiar. Sob uma perspectiva biográfica, o artículo baseia-se na analise documentária de fontes escritas de variada origem (empresariais, governamentais e imprensa gráfica comercial) junto com testemunhas orais de descendentes das trabalhadoras.
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