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Universidades e diversidade cultural e epistémica na América Latina: Experiencias, conflitos e desafíos

Mato, Daniel Alejandro Icon

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Fecha

2016

Editorial

7 Letras

Revista

Título del libro

Interculturalizar, Descolonizar, Democratizar: uma educação outra

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ISSN

eISSN

ISBN

978-85-421-0450-9

Idioma

Portugués

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Resumen

As desigualdades que afetam os povos indígenas e afrodescendentes são um componente da herança colonial, que permanece fortemente enraizado nas sociedades latino-americanas contemporâneas. Apesar das reformas constitucionais, inovações legislativas e reformas universitárias, sem dúvida, importantes, essa permanencia pode ser observada em algumas leis e políticas públicas e, especialmente, nas práticas de organismos estatais, grupos económicos e diversos atores sociais, assim como nos modelos universitarios e sistemas de educação vigentes. Diversos instrumentos internacionais vigentes, constituições nacionais e leis de boa parte dos países da região, dos quais esses povos e indivíduos fazem parte, estabelecem direitos coletivos para eles, que, na prática, não são cumpridos. Embora cada vez menos explicitamente racistas, as permanencias coloniais se expressam e se reproduzem de diversas maneiras, em todos os níveis dos sistemas educativos, além de outros âmbitos, particularmente por via da exclusão, não apenas de estudantes e docentes dos ditos povos, mas também das visões de mundo, histórias, línguas, conhecimentos, modos de produção de conhecimentos e de aprendizagem que lhes são próprios. Essas desigualdades e exclusões frequentemente passam despercebidas para a maior parte da sociedade e fazem parte do "sentimento comum" estabelecido, dos imaginários sociais predominantes. As universidades e outras instituições de educação superior deveriam desempenhar papéis de liderança na educação da população em geral - em particular, os funcionários dos Estados e seus próprios docentes, funcionários e estudantes - contra todas as formas de racismo, especialmente aquelas que, como parte do dito "sentimento comum", afetam suas bases institucionais e epistemológicas. No entanto, muito poucas o fazem e, para isso, devem enfrentar numerosos obstáculos e conflitos.Este texto oferece um panorama sintético dos avanços, problemas, Conflitos e desafios, observados nas experiências destinadas a democratizar, descolonizar, diferenciar e/ou interculturalizar a educação superior atualmente em curso na América Latina. Em geral, elas respondem a iniciativas, demandas ou propostas de intelectuais, dirigentes e organizações de povos indígenas e afrodescendentes, assim como de alguns setores universitários, agências governamentais e outros atores sociais.

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