Danza, protesta y desidentificación: Una teoría político coreográfica del 2001

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Fecha
12/2021
Editorial
Universidad Nacional de La Plata. Facultad de Humanidades y Ciencias de la Educación. Maestría en Historia y Memoria
Revista
Aletheia
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Institución organizadora
ISSN
1853-3701
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Idioma
Español
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Resumen
El objetivo de este artículo será el de proponer un análisis de las obras de danza contemporánea argentina Recorte de Jorge Cárdenas Cayendo (2017) creada por la Compañía Terceto bajo la dirección de Juan Pablo Gómez e Instrumento para estrellar (2018) de la coreógrafa Diana Szeinblum, en diálogo con conceptos de teoría política y teoría de la danza. Las obras citadas retoman imágenes y secuencias de movimiento de la movilización de diciembre de 2001 y de otros levantamientos populares de Latinoamérica, para proponer diferentes modos de teorización coreográfica del acontecimiento político. Si como afirma Rancière, la subjetivación política supone una instancia previa de desidentificación, la tesis que propone este texto es que esa instancia se corresponde con la intervención de un cuerpo en movimiento. El estallido social puede ser entendido, de ese modo, como una experiencia coreográfica colectiva de desidentificación capaz de habilitar la emergencia histórica de un nuevo sujeto político.
This article will analyze the Argentine contemporary dance works Recorte de Jorge Cárdenas Cayendo (2017), created by Compañía Terceto and directed by Juan Pablo Gómez, and Instrumento para estrellar (2018), by choreographer Diana Szeinblum, in a dialogue with concepts of political theory and dance theory. These works take images and movement sequences from the December 2001 demonstrations and other Latin American popular uprisings to propose different modes of choreographic theorization of the political event. If, as Rancière states, political subjectivation presupposes a prior instance of disidentification, the thesis proposed in this article is that this instance corresponds to the agency of a body in movement. The social uprising can thus be understood as a collective choreographic experience of disidentification that is capable of enabling the historical emergence of a new political subject.
O objetivo desse artigo é propor uma análise das peças de dança contemporânea argentina “Recorte de Jorge Cárdenas Cayendo” (2017), criada pela Companhia Terceto e dirigida por Juan Pablo Gómez e “Instrumento para estrellar” (2018) da coreógrafa Diana Szeinblum, em diálogo com conceitos da teoria política e teoria da dança. As peças citadas retomam imagens e sequências de movimento da mobilização de dezembro de 2001 e de outros levantamentos populares da América Latina, propondo diferentes modos de teorização coreográfica do acontecimento político. Se como afirma Rancière a subjetivação política supõe uma instância prévia de desidentificação, a tese que propõe esse texto é que essa instância corresponde à intervenção de um corpo em movimento. Desse modo, a explosão social pode ser entendida como uma experiência coreográfica coletiva de desidentificação que possa habilitar a emergência histórica de um novo sujeito político.
This article will analyze the Argentine contemporary dance works Recorte de Jorge Cárdenas Cayendo (2017), created by Compañía Terceto and directed by Juan Pablo Gómez, and Instrumento para estrellar (2018), by choreographer Diana Szeinblum, in a dialogue with concepts of political theory and dance theory. These works take images and movement sequences from the December 2001 demonstrations and other Latin American popular uprisings to propose different modes of choreographic theorization of the political event. If, as Rancière states, political subjectivation presupposes a prior instance of disidentification, the thesis proposed in this article is that this instance corresponds to the agency of a body in movement. The social uprising can thus be understood as a collective choreographic experience of disidentification that is capable of enabling the historical emergence of a new political subject.
O objetivo desse artigo é propor uma análise das peças de dança contemporânea argentina “Recorte de Jorge Cárdenas Cayendo” (2017), criada pela Companhia Terceto e dirigida por Juan Pablo Gómez e “Instrumento para estrellar” (2018) da coreógrafa Diana Szeinblum, em diálogo com conceitos da teoria política e teoria da dança. As peças citadas retomam imagens e sequências de movimento da mobilização de dezembro de 2001 e de outros levantamentos populares da América Latina, propondo diferentes modos de teorização coreográfica do acontecimento político. Se como afirma Rancière a subjetivação política supõe uma instância prévia de desidentificação, a tese que propõe esse texto é que essa instância corresponde à intervenção de um corpo em movimento. Desse modo, a explosão social pode ser entendida como uma experiência coreográfica coletiva de desidentificação que possa habilitar a emergência histórica de um novo sujeito político.
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