Houses as collective processes: Ethnographic reflections on the political practices of women in the popular economy

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Fecha
04/2022
Editorial
Universidade de Sao Paulo
Revista
Revista de Antropologia
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Institución organizadora
ISSN
0034-7701
eISSN
1678-9857
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Idioma
Español
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Palabras clave
Resumen
En este artículo, propongo un análisis etnográfico de las conexiones entre procesos de construcción y reforma material de las casas y una serie de prácticas políticas colectivas protagonizadas por mujeres de sectores populares en el marco de la implementación de programas estatales y de la acción de organizaciones sociales. Planteo que la puesta en marcha de prácticas colectivas ejerce influencia sobre las casas, al tiempo que la materialidad de estos espacios y la posibilidad de transformarlos, pueden constituir una base relevante desde la cual construir modalidades de organización política y formas de militancia. Procurando contribuir a una reflexión más amplia acerca de los límites de aquello que definimos como político y tomando distancia de miradas duales, sostengo que las casas pueden ser pensadas como procesos políticos colectivos desde dónde se politizan asuntos comúnmente definidos como parte de la vida “privada” o “doméstica”.
In this article, I propose an ethnographic analysis of the connections between houses construction and material reform processes and a set of collective political practices carried out by women from popular sectors in relation with the implementation of state programs and the action of social organizations. I show that the development of collective practices influences houses, while their materiality and the possibility of transforming them, can constitute a relevant base to build modalities of political organization and forms of militancy. Trying to contribute to a broader reflection on the limits of what we define as political and taking distance from dual gazes, I argue that houses can be thought of as collective political processes from where issues commonly defined as part of "private" or "domestic" life are politicized.
Neste artigo proponho uma análise etnográfica das conexões entre processos de construção e reforma material das casas e uma série de práticas políticas coletivas protagonizadas por mulheres de classes populares no marco da implementação de programas estatais e de ações de mobilizações sociais. Argumento as práticas coletivas colocadas em jogo influenciam as casas ao mesmo tempo que a materialidade de tais espaços e as possibilidades de transformá-los podem constituir-se como bases relevantes a partir das quais se constroem modalidades de organização política e formas de militância. Em busca de contribuir com uma reflexão mais ampla sobre os limites daquilo que definimos como político e distanciando-me de perspectivas duais, sustento que as casas podem ser pensadas como processos políticos coletivos a partir dos quais se politizam assuntos comuns, definidos como parte da vida “privada” ou “doméstica”.
In this article, I propose an ethnographic analysis of the connections between houses construction and material reform processes and a set of collective political practices carried out by women from popular sectors in relation with the implementation of state programs and the action of social organizations. I show that the development of collective practices influences houses, while their materiality and the possibility of transforming them, can constitute a relevant base to build modalities of political organization and forms of militancy. Trying to contribute to a broader reflection on the limits of what we define as political and taking distance from dual gazes, I argue that houses can be thought of as collective political processes from where issues commonly defined as part of "private" or "domestic" life are politicized.
Neste artigo proponho uma análise etnográfica das conexões entre processos de construção e reforma material das casas e uma série de práticas políticas coletivas protagonizadas por mulheres de classes populares no marco da implementação de programas estatais e de ações de mobilizações sociais. Argumento as práticas coletivas colocadas em jogo influenciam as casas ao mesmo tempo que a materialidade de tais espaços e as possibilidades de transformá-los podem constituir-se como bases relevantes a partir das quais se constroem modalidades de organização política e formas de militância. Em busca de contribuir com uma reflexão mais ampla sobre os limites daquilo que definimos como político e distanciando-me de perspectivas duais, sustento que as casas podem ser pensadas como processos políticos coletivos a partir dos quais se politizam assuntos comuns, definidos como parte da vida “privada” ou “doméstica”.
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