La bolsa de mano de Susana B: Historias perdidas y encontradas (en los Museos de la Subversión)

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Fecha
03/2026
Editorial
Universidad de Buenos Aires. Facultad de Filosofía y Letras. Instituto de Ciencias Antropológicas
Revista
Runa
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Institución organizadora
ISSN
1851-9628
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Idioma
Español
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Resumen
A lo largo de ocho años, me he dedicado a investigar un objeto que no existe más. Me refiero a los Museos de la Subversión que funcionaron, en la Argentina, durante la última dictadura militar. Este texto acerca una reflexión puntual, que tiene que ver con una cierta epistemología del objeto –cómo conocer a través de datos inestables– pero que tiene que ver, sobre todo, con la continuidad entre Museos y centros clandestinos. A través de un Museo y un objeto –el de Campo de Mayo, una bolsa de mano– este texto propone un movimiento de recobro: el de restaurar un fragmento a esa cosa de la que fue partido. En ese movimiento se ensaya una biografía: la de un bien personal que, a través de su paso por burocracias y violencias, deviene múltiples cosas –“botín de guerra”, prueba exhibible, rastro judicial.
For eight years now, I have been studying an object that no longer exists. I am referring to Museos de la Subversion, which functioned in Argentina during the last dictatorship. This paper approaches to a particular reflection, that has to do with a certain epistemology of the researched object -how to know through unstable data- but that has specially to do with the continuity between these Museums and clandestine detention centres. Taking into account one of these Museums and a specific object (Campo de Mayo, a handbag), this paper proposes a recovering movement. One that intends to restore a fragment to the thing it was tore off from. That movement hides a sort of biography: that of a personal item that, passing through burocracies and violences, evolves in multiple things –“war trophy”, evidence in display, judicial trail.
Durante oito anos, dediquei-me a pesquisar um objeto que não existe mais. Estou me referindo aos Museus da Subversão que funcionaram na Argentina durante a última ditadura militar. Este texto oferece uma reflexão específica, que tem a ver com uma certa epistemologia do objeto -como compreender por meio de dados instáveis-, mas que tem a ver, sobretudo, com a continuidade entre museus e centros clandestinos. Por meio de um museu e de um objeto (Campo de Mayo, uma bolsa) este texto propõe um movimento de recuperação: o de restituir um fragmento àquela coisa da qual ele foi quebrado. Nesse movimento, tenta-se construir uma biografia: a de um bem pessoal que, ao passar por burocracias e violências, se transforma em múltiplas coisas –“espólio de guerra”, prova exibíveis, registro judicial.
For eight years now, I have been studying an object that no longer exists. I am referring to Museos de la Subversion, which functioned in Argentina during the last dictatorship. This paper approaches to a particular reflection, that has to do with a certain epistemology of the researched object -how to know through unstable data- but that has specially to do with the continuity between these Museums and clandestine detention centres. Taking into account one of these Museums and a specific object (Campo de Mayo, a handbag), this paper proposes a recovering movement. One that intends to restore a fragment to the thing it was tore off from. That movement hides a sort of biography: that of a personal item that, passing through burocracies and violences, evolves in multiple things –“war trophy”, evidence in display, judicial trail.
Durante oito anos, dediquei-me a pesquisar um objeto que não existe mais. Estou me referindo aos Museus da Subversão que funcionaram na Argentina durante a última ditadura militar. Este texto oferece uma reflexão específica, que tem a ver com uma certa epistemologia do objeto -como compreender por meio de dados instáveis-, mas que tem a ver, sobretudo, com a continuidade entre museus e centros clandestinos. Por meio de um museu e de um objeto (Campo de Mayo, uma bolsa) este texto propõe um movimento de recuperação: o de restituir um fragmento àquela coisa da qual ele foi quebrado. Nesse movimento, tenta-se construir uma biografia: a de um bem pessoal que, ao passar por burocracias e violências, se transforma em múltiplas coisas –“espólio de guerra”, prova exibíveis, registro judicial.
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