Un análisis del complejo campo de la artesanía cestera pilagá en clave de diseño y antropología

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Fecha
03/2026
Editorial
Universidad de Palermo . Facultad de Diseño y Comunicación
Revista
Cuadernos del Centro de Estudios de Diseño y Comunicación
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Institución organizadora
ISSN
1668-0227
eISSN
1853-3523
ISBN
Idioma
Español
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Resumen
Este artículo propone un desplazamiento analítico en torno a la cestería pilagá (Formosa, Argentina) y en lugar de privilegiar exclusivamente su dimensión simbólica, identitaria o estética, repone la técnica como una forma de pensamiento situado. Desde una perspectiva antropológica atenta a los procesos del hacer, se argumenta que la técnica no es un procedimiento neutro, sino una práctica relacional que articula cuerpo, terri-torio, materialidad y decisión. Con base en una etnografía de largo aliento con mujeres artesanas pilagá, se describe cómo la obtención del carandillo, su preparación y las varia-ciones del tejido se organizan en secuencias no lineales que dependen de la disponibilidad de hojas, el clima, el cansancio corporal, las redes de reciprocidad y las condiciones de circulación. El texto analiza, además, cómo la creciente valorización de la artesanía en circuitos del diseño y del arte produce mediaciones y riesgos de extractivismo simbólico, al convertir la técnica en signo y desanclarla de las tramas materiales que la sostienen. En conjunto, se propone pensar la cestería pilagá como un proceso de diseño territorializado, capaz de tensionar tanto las miradas que silencian la técnica como los regímenes de valo-rización que la estetizan.
This article proposes an analytical shift regarding Pilagá basketry (Formosa, Argentina): rather than foregrounding only its symbolic, identity-related, or aesthetic dimensions, it re-centres technique as a form of situated thinking. From an anthropological perspective focused on processes of making, technique is approached not as a neutral procedure, but as a relational practice that articulates bodies, territory, materiality, and decision-making. Drawing on long-term ethnography with Pilagá women basket-makers, the article shows how the procurement of carandillo leaves, their preparation, and weaving variations unfold through non-linear sequences shaped by material availability, weather, bodily fatigue, reciprocity networks, and circulation conditions. The text also examines how the growing valorisation of craft within design and contemporary art circuits creates mediations and risks of symbolic extractivism, turning technique into a sign while detaching it from the material and social webs that sustain it. Overall, the article argues for understanding Pilagá basketry as a territorialised design process, capable of unsettling both readings that silence technique and regimes of valorisation that aestheticise it.
Este artigo propõe um deslocamento analítico em torno da cestaria pilagá (Formosa, Argentina): em vez de privilegiar apenas sua dimensão simbólica, identitária ou estética, recoloca a técnica como forma de pensamento situado. A partir de uma perspectiva antropológica voltada aos processos do fazer, argumenta-se que a técnica não é um procedimento neutro, mas uma prática relacional que articula corpo, território, materialidade e decisão. Com base em uma etnografia de longa duração com mulheres artesãs pilagá, descreve-se como a obtenção do carandillo, seu preparo e as variações do trançado se organizam em sequências não lineares que dependem da disponibilidade das folhas, do clima, do cansaço corporal, das redes de reciprocidade e das condições de circulação. O texto analisa, ainda, como a crescente valorização do artesanato em circuitos de design e arte produz mediações e riscos de extrativismo simbólico, ao converter a técnica em signo e deslocá-la das tramas materiais que a sustentam. Em conjunto, propõese pensar a cestaria pilagá como processo de design territorializado, capaz de tensionar tanto olhares que silenciam a técnica quanto regimes de valorização que a estetizam.
This article proposes an analytical shift regarding Pilagá basketry (Formosa, Argentina): rather than foregrounding only its symbolic, identity-related, or aesthetic dimensions, it re-centres technique as a form of situated thinking. From an anthropological perspective focused on processes of making, technique is approached not as a neutral procedure, but as a relational practice that articulates bodies, territory, materiality, and decision-making. Drawing on long-term ethnography with Pilagá women basket-makers, the article shows how the procurement of carandillo leaves, their preparation, and weaving variations unfold through non-linear sequences shaped by material availability, weather, bodily fatigue, reciprocity networks, and circulation conditions. The text also examines how the growing valorisation of craft within design and contemporary art circuits creates mediations and risks of symbolic extractivism, turning technique into a sign while detaching it from the material and social webs that sustain it. Overall, the article argues for understanding Pilagá basketry as a territorialised design process, capable of unsettling both readings that silence technique and regimes of valorisation that aestheticise it.
Este artigo propõe um deslocamento analítico em torno da cestaria pilagá (Formosa, Argentina): em vez de privilegiar apenas sua dimensão simbólica, identitária ou estética, recoloca a técnica como forma de pensamento situado. A partir de uma perspectiva antropológica voltada aos processos do fazer, argumenta-se que a técnica não é um procedimento neutro, mas uma prática relacional que articula corpo, território, materialidade e decisão. Com base em uma etnografia de longa duração com mulheres artesãs pilagá, descreve-se como a obtenção do carandillo, seu preparo e as variações do trançado se organizam em sequências não lineares que dependem da disponibilidade das folhas, do clima, do cansaço corporal, das redes de reciprocidade e das condições de circulação. O texto analisa, ainda, como a crescente valorização do artesanato em circuitos de design e arte produz mediações e riscos de extrativismo simbólico, ao converter a técnica em signo e deslocá-la das tramas materiais que a sustentam. Em conjunto, propõese pensar a cestaria pilagá como processo de design territorializado, capaz de tensionar tanto olhares que silenciam a técnica quanto regimes de valorização que a estetizam.
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