Cementerios y trazabilidad documental: Abordajes antropológicos sobre cuerpos muertos, espacialidad e identificación
; Sandoval Ramos, Belén Pastora 
Otros responsables
Fecha
07/2026
Editorial
Colegio de Graduados en Antropología de la República Argentina
Revista
Publicar en Antropología y Ciencias Sociales
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Institución organizadora
ISSN
eISSN
2250-7671
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Idioma
Español
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Resumen
El presente artículo examina, a través de un abordaje etnográfico, los procesos de catalogación y posicionamiento espacial de los cuerpos fallecidos en el cementerio municipal de General San Martín, Buenos Aires, entre 2015 y 2019. Mediante el análisis de documentos y archivos postmortem—la investigación aborda cómo estos registros actúan como un nexo crítico entre el individuo fallecido y su lugar de sepultura. Se estudian los documentos y anotaciones generados en el cementerio, poniendo especial énfasis en las categorizaciones nativas y nomenclaturas empleadas por el personal administrativo. Específicamente analiza de qué manera las prácticas burocráticas postmortem producen activamente una nueva forma de identificación espacial que convive, y en ocasiones entra en tensión, con la identidad antemortem del individuo. Argumentamos que el dato espacial generado al interior del cementerio se conforma como el nodo a partir del cual se reconstituye o se pierde definitivamente el vínculo entre un cuerpo y su nombre. Cuando ese nodo se fractura se produce lo que denominamos una muerte administrativa, una segunda desidentificación que opera dentro de los propios dispositivos estatales creados para evitarla. Así, la investigación subraya la centralidad de los cementerios, que trascienden su función de simple lugar de entierro, para convertirse en espacios que reflejan las lógicas estatales y administrativas en la gestión de la vida y la muerte. Finalmente, destaca que la meticulosidad en los registros no es sólo un imperativo ético, sino una herramienta fundamental en los contextos de búsqueda de personas desaparecidas, especialmente cuando existe la posibilidad de que hayan sido inhumadas como NN. De esta manera, se demuestra cómo la burocracia, se materializa en prácticas cotidianas que tienen un impacto directo en la conservación y restitución de la identidad, como así también en el derecho de los deudos a conocer el destino final de sus seres queridos.
This article examines, through an ethnographic approach, the processes of cataloging and spatial placement of deceased bodies at the municipal cemetery in General San Martín, Buenos Aires, between 2015 and 2019. Through the analysis of postmortem documents and records, the research explores how these records serve as a critical link between the deceased individual and their burial site. The study examines the documents and records generated at the cemetery, placing special emphasis on the indigenous categorizations and nomenclatures used by administrative staff. Specifically, it analyzes how postmortem bureaucratic practices actively produce a new form of spatial identification that coexists with—and at times comes into tension with— the individual’s ante-mortem identity. We argue that the spatial data generated within the cemetery serves as the node from which the link between a body and its name is either reconstituted or permanently lost. When that node fractures, what we call an “administrative death” occurs—a second process of de-identification that operates within the very state mechanisms created to prevent it. Thus, this research highlights the central role of cemeteries, which transcend their function as mere burial sites to become spaces that reflect state and administrative logics in the management of life and death. Finally, it emphasizes that meticulous record-keeping is not only an ethical imperative but also a fundamental tool in the search for missing persons, especially when there is a possibility that they may have been buried as unidentified individuals. In this way, it demonstrates how bureaucracy manifests itself in everyday practices that have a direct impact on the preservation and restoration of identity, as well as on the right of bereaved families to know the final resting place of their loved ones.
Este artigo analisa, através de uma abordagem etnográfica, os processos de catalogação e localização espacial dos corpos dos falecidos no cemitério municipal de General San Martín, em Buenos Aires, entre 2015 e 2019. Através da análise de documentos e registos pós-morte, a investigação explora a forma como estes registos funcionam como um elo fundamental entre o indivíduo falecido e o seu local de sepultamento. O estudo analisa os documentos e registos gerados no cemitério, colocando especial ênfase nas categorizações e nomenclaturas indígenas utilizadas pelo pessoal administrativo. Mais especificamente, analisa como as práticas burocráticas pós-morte produzem ativamente uma nova forma de identificação espacial que coexiste com — e, por vezes, entra em tensão com — a identidade ante-morte do indivíduo. Defendemos que os dados espaciais gerados no interior do cemitério funcionam como o nó a partir do qual a ligação entre um corpo e o seu nome é reconstituída ou perdida para sempre. Quando esse nó se rompe, ocorre o que designamos por «morte administrativa» — um segundo processo de desidentificação que opera no seio dos próprios mecanismos estatais criados para o impedir. Assim, esta investigação destaca o papel central dos cemitérios, que transcendem a sua função de meros locais de sepultamento para se tornarem espaços que refletem as lógicas estatais e administrativas na gestão da vida e da morte. Por fim, salienta que a manutenção meticulosa de registos não é apenas um imperativo ético, mas também uma ferramenta fundamental na busca de pessoas desaparecidas, especialmente quando existe a possibilidade de estas terem sido enterradas como indivíduos não identificados. Desta forma, demonstra como a burocracia se manifesta em práticas quotidianas que têm um impacto direto na preservação e na restauração da identidade, bem como no direito das famílias enlutadas de conhecer o local de descanso final dos seus entes queridos. Desta forma, demonstra como a burocracia se manifesta em práticas quotidianas que têm um impacto direto na preservação e na restauração da identidade, bem como no direito das famílias enlutadas de conhecer o local de descanso final dos seus entes queridos.
This article examines, through an ethnographic approach, the processes of cataloging and spatial placement of deceased bodies at the municipal cemetery in General San Martín, Buenos Aires, between 2015 and 2019. Through the analysis of postmortem documents and records, the research explores how these records serve as a critical link between the deceased individual and their burial site. The study examines the documents and records generated at the cemetery, placing special emphasis on the indigenous categorizations and nomenclatures used by administrative staff. Specifically, it analyzes how postmortem bureaucratic practices actively produce a new form of spatial identification that coexists with—and at times comes into tension with— the individual’s ante-mortem identity. We argue that the spatial data generated within the cemetery serves as the node from which the link between a body and its name is either reconstituted or permanently lost. When that node fractures, what we call an “administrative death” occurs—a second process of de-identification that operates within the very state mechanisms created to prevent it. Thus, this research highlights the central role of cemeteries, which transcend their function as mere burial sites to become spaces that reflect state and administrative logics in the management of life and death. Finally, it emphasizes that meticulous record-keeping is not only an ethical imperative but also a fundamental tool in the search for missing persons, especially when there is a possibility that they may have been buried as unidentified individuals. In this way, it demonstrates how bureaucracy manifests itself in everyday practices that have a direct impact on the preservation and restoration of identity, as well as on the right of bereaved families to know the final resting place of their loved ones.
Este artigo analisa, através de uma abordagem etnográfica, os processos de catalogação e localização espacial dos corpos dos falecidos no cemitério municipal de General San Martín, em Buenos Aires, entre 2015 e 2019. Através da análise de documentos e registos pós-morte, a investigação explora a forma como estes registos funcionam como um elo fundamental entre o indivíduo falecido e o seu local de sepultamento. O estudo analisa os documentos e registos gerados no cemitério, colocando especial ênfase nas categorizações e nomenclaturas indígenas utilizadas pelo pessoal administrativo. Mais especificamente, analisa como as práticas burocráticas pós-morte produzem ativamente uma nova forma de identificação espacial que coexiste com — e, por vezes, entra em tensão com — a identidade ante-morte do indivíduo. Defendemos que os dados espaciais gerados no interior do cemitério funcionam como o nó a partir do qual a ligação entre um corpo e o seu nome é reconstituída ou perdida para sempre. Quando esse nó se rompe, ocorre o que designamos por «morte administrativa» — um segundo processo de desidentificação que opera no seio dos próprios mecanismos estatais criados para o impedir. Assim, esta investigação destaca o papel central dos cemitérios, que transcendem a sua função de meros locais de sepultamento para se tornarem espaços que refletem as lógicas estatais e administrativas na gestão da vida e da morte. Por fim, salienta que a manutenção meticulosa de registos não é apenas um imperativo ético, mas também uma ferramenta fundamental na busca de pessoas desaparecidas, especialmente quando existe a possibilidade de estas terem sido enterradas como indivíduos não identificados. Desta forma, demonstra como a burocracia se manifesta em práticas quotidianas que têm um impacto direto na preservação e na restauração da identidade, bem como no direito das famílias enlutadas de conhecer o local de descanso final dos seus entes queridos. Desta forma, demonstra como a burocracia se manifesta em práticas quotidianas que têm um impacto direto na preservação e na restauração da identidade, bem como no direito das famílias enlutadas de conhecer o local de descanso final dos seus entes queridos.
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