Capítulo de Libro

Vulnerabilidade, Riscos e Mortalidade no Desastre de 2011 em Nova Friburgo

Cardozo, Claudia Paola Icon; Monteiro, Antonio Miguel Vieira ; Lopes, Eymar Silva Sampaio

Fecha

2022

Editorial

Fundación Oswaldo Cruz

Revista

Título del libro

Mudanças Climáticas, Desastres e Saúde

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Institución organizadora

ISSN

eISSN

ISBN

9786557081259

Idioma

Portugués

Tipo del evento

Resumen

Nos últimos 50 anos, os desastres envolvendo fatalidades, perdas econômicas, sociais e grandes passivos ambientais aumentaram não apenas em números, mas também em frequência e gravidade. As causas nunca são únicas e sempre arranjos complexos que envolvem uma diversidade de fatores conjugados, incluindo nos anos recentes, elementos ligados às mudanças climáticas e ambientais associadas às ações humanas em uma sociedade global cada vez mais conectada, pós-Revolução Industrial.Os deslizamentos de terra de 2011 em Rio de Janeiro foram desencadeados por condições extremas de precipitação. Embora o desfecho deste episódio tenha sido considerado o desastre mais destrutivo no Brasil, aquele território tem um histórico de ocorrências de eventos naturais perigosos. Outros acontecimentos de massa haviam ocorrido anteriormente no Rio de Janeiro em 1966, 1967, 1988, 1996 e 2010 (Avelar et al., 2011) e particularmente na área de Nova Friburgo em 1924, 1940, 1977, 1979, 2007 (Rio de Janeiro, 2015).Diante deste contexto, considera-se que a compreensão do risco associado aos deslizamentos de terra, compreendido a partir de uma função que considera em suas variáveis a ameaça, exposição e vulnerabilidade, é essencial para que se incorpore a dimensão de risco nos processos de planejamento territorial, permitindo, assim, algum controle de seus efeitos sobre a população, as atividades econômicas e a vida cotidiana.O argumento utilizado parte da hipótese de que a vulnerabilidade revela as desvantagens acumuladas que estão associadas aos indivíduos e ao seu habitar, compreendido aqui não somente como o artefato voltado à moradia, mas como uma expressão dos territórios de suporte à vida daqueles indivíduos e famílias (Segaud, 2016). Este capítulo apresenta os resultados e a discussão sobre as limitações e oportunidades deste enfoque. Isto é feito analisando em escala intraurbana o caso concreto de Nova Friburgo, um dos municípios mais afetados no megadesastre de 2011 no Rio de Janeiro.

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