Genocidio o crímenes de lesa humanidad: el debate jurídico argentino como disputa por el sentido asignado al pasado
; Silveyra, Malena 
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Fecha
06/2020
Editorial
Universidad de Antioquia
Revista
Estudios de Derecho
Título del libro
Nombre del evento
Fecha del evento
Institución organizadora
ISSN
0120-1867
eISSN
2145-6151
ISBN
Idioma
Español
Tipo del evento
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Resumen
El escenario judicial se constituyó tempranamente en un ámbito privilegiado para la disputa por el sentido del pasado en el caso del genocidio argentino (1975-1983). Removidos los obstáculos que impedían el juzgamiento, en 2005 se reabrieron los juicios. A partir de la incorporación de sobrevivientes, familiares y organismos de derechos humanos como querellantes, se instalaron distintos debates que hicieron que el proceso trascendiera los límites de los tribunales. El principal de ellos: la disputa por la calificación de genocidio. Luego de trece años de juicios, se presenta un análisis del proceso de juzgamiento a la luz de este debate. Los argumentos jurídicos en uno y otro sentido trascienden ampliamente los límites de los tribunales y se articulan con las disputas por el sentido que se le asigna al pasado, permeando los modos como los tribunales asumen la responsabilidad de juzgar los hechos y atribuir responsabilidades. El análisis del conjunto de las sentencias emitidas entre agosto 2006 y junio 2019 muestra el avance del debate en términos argumentales así como las incidencias de las conceptualizaciones a la hora de condenar o absolver a los imputados, o asignar las penas de los condenados.
In the case of the Argentine genocide (1975-1983), the judicial arena became the primary setting for the dispute over the meaning of the past early on. Once the obstacles to trial were removed, the trials were reopened in 2005. With the incorporation of survivors, family members and human rights organizations as plaintiffs, various debates took place that took the process beyond the limits of the courts. Chief among them: the dispute over the classification of genocide. After thirteen years of trials, an analysis of the trial process is presented in the light of this debate. Legal arguments in both respects go far beyond the limits of the courts and are articulated with disputes over the meaning assigned to the past, permeating the ways in which courts assume responsibility for judging facts and attributing responsibility. The analysis of all the sentences issued between August 2006 and June 2019 shows the progress of the debate in terms of arguments as well as the impact of conceptualizations when convicting or acquitting the accused, or handing down sentences to those convicted.
O cenário judicial foi constituído cedo num âmbito privilegiado para a disputa pelo sentido do passado no caso do genocídio argentino (1975-1983). Removidos os obstáculos que impediam o julgamento, em 2005 os juízos foram reabertos. A partir da incorporação de sobreviventes, familiares e organismos de direitos humanos como requerentes, se deram diferentes debates que permitiram que o processo ultrapassasse os limites dos tribunais. O principal deles foi a disputa pela qualificação do genocídio. Depois de treze anos de juízos, apresenta-se uma análise do processo de julgamento à luz deste debate. Os argumentos jurídicos em ambos os sentidos transcendem amplamente os limites dos tribunais e se articulam com as disputas pelo sentido para denominar o passado, permeando a maneira como os tribunais assumem a responsabilidade de julgar os fatos e atribuir as responsabilidades. A análise do conjunto das sentenças emitidas entre agosto de 2006 e junho de 2019, mostra o avanço do debate em termos argumentais, assim como as incidências das conceituações no momento de condenar ou absolver os acusados, ou definir as penas dos condenados.
In the case of the Argentine genocide (1975-1983), the judicial arena became the primary setting for the dispute over the meaning of the past early on. Once the obstacles to trial were removed, the trials were reopened in 2005. With the incorporation of survivors, family members and human rights organizations as plaintiffs, various debates took place that took the process beyond the limits of the courts. Chief among them: the dispute over the classification of genocide. After thirteen years of trials, an analysis of the trial process is presented in the light of this debate. Legal arguments in both respects go far beyond the limits of the courts and are articulated with disputes over the meaning assigned to the past, permeating the ways in which courts assume responsibility for judging facts and attributing responsibility. The analysis of all the sentences issued between August 2006 and June 2019 shows the progress of the debate in terms of arguments as well as the impact of conceptualizations when convicting or acquitting the accused, or handing down sentences to those convicted.
O cenário judicial foi constituído cedo num âmbito privilegiado para a disputa pelo sentido do passado no caso do genocídio argentino (1975-1983). Removidos os obstáculos que impediam o julgamento, em 2005 os juízos foram reabertos. A partir da incorporação de sobreviventes, familiares e organismos de direitos humanos como requerentes, se deram diferentes debates que permitiram que o processo ultrapassasse os limites dos tribunais. O principal deles foi a disputa pela qualificação do genocídio. Depois de treze anos de juízos, apresenta-se uma análise do processo de julgamento à luz deste debate. Os argumentos jurídicos em ambos os sentidos transcendem amplamente os limites dos tribunais e se articulam com as disputas pelo sentido para denominar o passado, permeando a maneira como os tribunais assumem a responsabilidade de julgar os fatos e atribuir as responsabilidades. A análise do conjunto das sentenças emitidas entre agosto de 2006 e junho de 2019, mostra o avanço do debate em termos argumentais, assim como as incidências das conceituações no momento de condenar ou absolver os acusados, ou definir as penas dos condenados.
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