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Balancing continuity and adjustments in Brazil’s foreign policy towards China: a comparative approach between Bolsonaro and Lula’s third term

Rubiolo, María Florencia Icon; Fiore Viani, Jorge Gonzalo Icon

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Fecha

12/2024

Editorial

Universidade Autónoma de Lisboa

Revista

Janus

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1647-7251

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Inglés

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Bolsonaro’s foreign policy, characterized by a staunchly conservative identity aligned with far-right populist ideologies, emphasized anti-globalism, nationalism, and adversarial narratives. His administration fostered close ties with the Trump Administration, influencing Brazil’s shift away from emerging countries and international blocs. This pivot tested Brazil´s previously strong relationship with China, leading to stagnation in diplomatic and political relations, contrasting sharply with theproactive approaches of Bolsonaro´s predecessors.With Lula da Silva´s return to the presidency in 2023, Brazilian foreign policy underwent significant revision during his first hundred days. Lula aimed to restore key elements of his earlier foreign policy, emphasizing South-South cooperation, revitalizing the BRICS, and redefining Brazil’s international agenda amid the ongoing Ukraine conflict. This reorientation notably impacted Brazil-China relations. This paper provides an in-depth analysis of Jair Bolsonaro’s foreign policy towards China from 2018 to 2022 and examines the first year of Lula da Silva’s administration in 2023. It explores the diplomatic and economic dimensions of their respective approaches towards China, highlighting both changes and continuities. The main argument posits that during Bolsonaro’s tenure, Brazil’s relations with China underwent political and diplomatic adjustments in line with the administration’s conservative foreign policy narrative. Despite this, China retained a crucial role in Brazil’s economic agenda. Following Lula’s return to power in 2023, diplomatic initiatives towards China were rejuvenated, reflecting a political rapprochement with Beijing. This shift materialized through high-level official engagements and continued robust economic ties, illustrating a restored bilateral and multilateral relationship.
A política externa de Bolsonaro, caracterizada por uma identidade firmemente conservadora alinhada com ideologias populistas de extrema direita, enfatizou o antiglobalismo, o nacionalismo e narrativas adversas. A sua administração promoveu laços estreitos com a administração Trump, influenciando o afastamento do Brasil dos países emergentes e dos blocos internacionais. Este pivô testou o relacionamento anteriormente forte do Brasil com a China, levando à estagnação nas relações diplomáticas e políticas, contrastando fortemente com as abordagens proativas dos antecessores de Bolsonaro. Com o retorno de Lula da Silva à presidência em 2023, a política externa brasileira passou por uma revisão significativa durante seus primeiros cem dias. Lula pretendia restaurar elementos-chave da sua política externa anterior, enfatizando a cooperação Sul-Sul, revitalizando os BRICS e redefinindo a agenda internacional do Brasil no meio do conflito em curso na Ucrânia. Esta reorientação impactou notavelmente as relações Brasil-China. Este artigo fornece uma análise aprofundada da política externa de Jair Bolsonaro em relação à China de 2018 a 2022 e examina o primeiro ano da administração de Lula da Silva em 2023. Explora as dimensões diplomáticas e económicas das suas respectivas abordagens em relação à China, destacando tanto as mudanças como as continuidades. O principal argumento postula que durante o mandato de Bolsonaro, as relações do Brasil com a China passaram por ajustes políticos e diplomáticos em linha com a narrativa conservadora da política externa do governo. Apesar disso, a China manteve um papel crucial na agenda económica do Brasil. Após o regresso de Lula ao poder em 2023, as iniciativas diplomáticas em relação à China foram rejuvenescidas, reflectindo uma aproximação política com Pequim. Esta mudança materializou-se através de compromissos oficiais de alto nível e da continuação de laços económicos robustos, ilustrando uma relação bilateral e multilateral restaurada.

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