Artículo
Desde hace algunos años, en Argentina, un grupo de mujeres de entre 50 y 80 años comenzó a denunciar el robo de sus hijos e hijas al nacer. Según sus relatos, esto aconteció en hospitales públicos, clínicas privadas y también consultorios clandestinos, en donde les dijeron que sus bebés habían muerto, aunque nunca les mostraron sus cuerpos ni les entregaron certificados de defunción. Además, relatan que lejos de haber tenido un reconocimiento de la situación de violencia que habían atravesado, fueron sospechadas de haber entregado y/o abandonado a sus hijos/as. En este artículo, a partir del análisis de la historia de Luisa, una de estas mujeres, exploramos los contextos en los que se dieron esos robos, con el fin de conocer los argumentos, valores y prescripciones que se construyeron para justificar la separación de sus hijos e hijas. Sostenemos como hipótesis que las maternidades interrumpidas de estas mujeres son producto de un tipo de violencia específico informado por un modelo de moralidad materna y basado en regímenes de género que han permitido minorizar a determinadas mujeres. Nuestro trabajo procura ser un insumo para explicar los usos socio-políticos de la categoría “maternidad” en el contexto del robo de niños en Argentina, con la intención de mostrar la plasticidad de los mandatos que se le asocian, así como la porosidad de la frontera que define el carácter apropiado o deseable de su ejercicio, lo cual tiene efectos directos en el derecho de las mujeres a maternar en nuestra historia reciente. Some years ago, in Argentina, a group of women between 50 and 80 years of age began to denounce the theft of their children at birth. According to their accounts, this happened in public hospitals, private clinics and also in clandestine clinics, where they were told that their babies had died, although they were never shown their bodies or given death certificates. They also report that, far from having had their situation of violence recognized, they were suspected of having “handed over” and/or “abandoned” their children. In this article, based on the analysis of the story of Luisa, one of these women, we explore the contexts in which these thefts took place, in order to understand the arguments, values and prescriptions that were constructed to justify the separation of their sons and daughters. We hypothesize that the interrupted maternities of these women are the product of a specific type of violence informed by a model of maternal morality and based on gender regimes that have allowed the minorization of certain women. Our work seeks to be an input to explain the socio-political uses of the category “maternity” in the context of child stealing in Argentina, with the intention of showing the plasticity of the mandates associated with it, as well as the porosity of the border that defines the appropriate or desirable nature of its exercise, which has direct effects on women’s right to motherhood in our recent history. Há alguns anos, um grupo de mulheres argentinas com idade entre 50 e 80 anos começou a denunciar o roubo de seus filhos ao nascer. De acordo com seus relatos, isso aconteceu em hospitais públicos, clínicas privadas e também em clínicas clandestinas, onde lhes foi dito que seus bebês haviam morrido, embora nunca lhes tenham mostrado seus corpos ou dado certidões de óbito. Elas também relatam que, longe de terem sua situação de violência reconhecida, foram suspeitas de terem “entregue” e/ou “abandonado” seus filhos. Neste artigo, com base na análise da história de Luisa, uma dessas mulheres, exploramos os contextos em que esses roubos ocorreram, a fim de entender os argumentos, valores e prescrições que foram construídos para justificar a separação de seus filhos e filhas. Nossa hipótese é que as maternidades interrompidas dessas mulheres são o produto de um tipo específico de violência informado por um modelo de moralidade materna e baseado em regimes de gênero que permitiram que certas mulheres fossem marginalizadas. Nosso trabalho busca explicar os usos sociopolíticos da categoria “maternidade” no contexto do roubo de crianças na Argentina, com a intenção de mostrar a plasticidade dos mandatos associados a ela, bem como a porosidade da fronteira que define a natureza apropriada ou desejável de seu exercício, o que tem efeitos diretos sobre o direito das mulheres à maternidade em nossa história recente.
Maternidades interrumpidas: Mujeres que denuncian el robo de sus hijos e hijas en Argentina
Título:
Motherhood interrupted: Women denouncing the stolen of their children in Argentina;
Maternidades suspensas: Mulheres que denunciam o roubo de seus filhos na Argentina
Maternidades suspensas: Mulheres que denunciam o roubo de seus filhos na Argentina
Fecha de publicación:
04/2025
Editorial:
Universidade Federal Fluminense
Revista:
Antropolitica
ISSN:
1414-7378
Idioma:
Español
Tipo de recurso:
Artículo publicado
Clasificación temática:
Resumen
Palabras clave:
MATERNIDAD
,
DERECHOS
,
ROBO DE NIÑOS Y NIÑAS
,
VIOLENCIA
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Citación
Gesteira, María Soledad; Rojas Novoa, María Soledad; Villalta, Carla Daniela; Maternidades interrumpidas: Mujeres que denuncian el robo de sus hijos e hijas en Argentina; Universidade Federal Fluminense; Antropolitica; 57; 1; 4-2025; 1-24
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